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A Alternativa Possível e Irrenunciável

A internet em geral com as suas redes sociais como o Facebook, o Club-k e os diferentes blogs existentes naquela rede são as alternativas possíveis para você jovem Angolano que vive reclamando dos políticos, dos problemas que o nosso país tem e da possibilidade de transformarmos o mesmo.



Você está desiludido com as velhas e funestas informações que encobertam os bastidores da política Angolana? Vinda do Jornal de Angola, da TPA e da Radio Nacional; a internet, o facebook e os jovens blogueiros ( Jornalistas ou não) angolanos deste pais que não perderam a esperança e que sonham como você, estão aqui para te ajudar e servir a você – dizer para você que acabou a hora de sentir medo de tudo, que ninguém está acima das leis e da democracia só por ser Presidente da República ou família, primo, irmão ou amigo do mesmo.


A internet não é um brinquedo para crianças ou de jovens que não têm nada para fazer, ela é uma alternativa possível com que a nossa era conta para podermos continuar a sobreviver (lutando) e sermos digno num mundo de tantas injustiças, mentiras e safadezas. É uma alternativa, igualmente, para os angolanos, para enfrentarmos o regime corrupto de José Eduardo dos Santos, que há mais de trinta anos vive enganando os angolanos e governa o país como se fosse uma de suas Quintas ( no Brasil em Angola ou em Portugal).

Você jovem, aí sentado, agora não pode simplesmente reclamar do futuro, porque o que não falta nos nossos tempos são instrumentos capazes de poder transformar o mesmo.


Vem aí as próximas eleições, ninguém precisa saber de que lado você está, você só precisa fazer uso consciente do seu voto, mas para isso você precisa, sim, se informar, debater e participar nos debates. E qual é o cenário de tudo isso? Está aí o Facebook, o Club-k e todos os outros sites que você poderá adotar para manifestar suas ideias e ir atrás da boa informação, e, finalmente, ter certeza de quem está mentindo ou não. E assim saber fazer o uso do seu voto. É ele que te dá um certo poder como cidadão diante dos políticos corruptos. É com este voto que você vai puni-los!

Nos temos certezas que você é desses que acredita que a corrupção pode destruir um país, acabar com as suas instituições, também temos certezas que corruptos podem vestir a camisa de qualquer partido como aquele que temos lá em cima que até hoje ninguém descobriu o que ele é. A única coisa que ele faz é aparecer com a camisa do MPLA quando tem comícios. Este tipo de militante Angola está cheio deles. Mas será que eles são os mais preparados e os melhores para dirigirem o nosso país? Será que eles só estão aí de maneira desinteressada? Será que eles estão em condições de evitar mais uma guerra entre os angolanos ou será que devemos acreditar eternamente neles só porque são os vitoriosos circunstanciais de certas batalhas?


Angola precisa de todos nós. E não merece que a voz de alguém, por menos potente que seja, seja abafada para se salvar a dignidade dos corruptos. Estes hoje estão com tudo no poder, mas se nos unirmos, se formos conscientes e bem informados, eles serão insignificantes diante dos desejos de todo um Povo.

Angola precisa do MPLA, sim. Para se livrar dos corruptos, não acreditamos que no combate a corrupção o MPLA deve estar distante desta luta. Mas para isso, você militante do MPLA ou não, em vez de usar só a camisa do seu partido do coração, tem que ter a coragem e sabedoria de afastar o que há de mais podre dentro deste partido: o corrupto.


Este sujeito, por incrível que pareça, tradicionalmente, ele não precisa ser e nunca foi seu inimigo em combate. Ele geralmente se apresenta como o melhor dos militantes. Mas afinal de contas o que é militância, num contexto da democracia, é sair por aí na perseguição de adversários partidários ou políticos? Não! É claro que não. O bom militante, hoje e sempre, é aquele que faz questão de fazer com que os recursos do orçamento público cumpram seus verdadeiros objetivos: que é o de tirar milhões de angolanos da miséria. Garantindo a estes educação de excelência, saúde pública e empregos dignos em suas próprias Terras. Não haverá boa militância e partido triunfador de massas se estes requisitos não se cumprirem.


Nada que diga o Bureau Político do MPLA, o seu Comitê Central, a imprensa Estatal Angolana e os seus bajuladores, nenhuma vitória sobre quais quer tropas ou vândalos que traíram ou traem a Pátria, valerá; se ao menos um daqueles requisitos não se cumprirem.

E a nossa luta contra os corruptos, e de todos vocês jovens angolanos, será certa e verdadeira!

Nelo de Carvalho
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Trocaram o MPLA Pela Tchizé?

A forma como o Jornal de Angola sai em defesa de uma Deputada incompetente e corrupta, ou mesmo, uma empresária que cresceu na vida alimentando-se do trafico de influência só prova aquilo que há muito tempo vimos alegando: já não se defende hoje o MPLA, agora, defendem-se os corruptos, e os seus atos arbitrários e funestos contra a nação.

Até parece o cachorro dela, ladrando em defesa da dona. Aquele, por pouco, faz tudo por ela. Esta como sabe que qualquer mal-feitor é um “grão de areia” diante da mesma nem se apercebe que o cachorro rugiu.



E quanto o Jornal de Angola cobra para ladrar tanto por uma dona suja, onde o seu fedor se confundi com o fedor das multidões convencidas com os atos de corrupção protagonizada por uma das filhas do Presidente? Que se sabe que no passado abocanhava do infinito orçamento destinado à Presidência da República –dinheiro-, para viajar mundo afora sem destino ( e sem sentido). Quem sabe estava imitando alguma filha do nosso reverenciável africano e bem sucedido Mobotu Sesseko. Fazia isso até se cansar, com dinheiro de todos nós ( público); só pelo belo prazer de conhecer países novos e cidades novas, que quem com muito dinheiro, mimos e caprichos poderia se dar o luxo. Será que o Presidente da Republica, “embalado com tanto trabalho” e preocupado, tanto, com os destinos da nação, sabe ou sabia das aventuras de sua herdeira ? Se não sabia já está sabendo. Ou vão querer mais nos dizer, a todos nós, que é um boato. É boato? Investiguem seriamente, só assim poderão chegar à conclusão que é boato e processar quem aqui está falando. Perguntem aos contadores ou contabilistas daquele super órgão ou instituição. Claro, se não forem um bando de bajuladores ou se não estiverem envolvidos nos tais esquemas de desvios e arrombamento da coisa pública.


Cheiro e fedor, sim! E materialmente falando não o cheiro exalado pelos malucos e os mendigos que pululam em toda a cidade de Luanda. Estes que me perdoem! Mas o cheiro de se saber que quem vem por aí não anda bem com a lei nem com a coisa pública, muito menos com a reputação e a moral de se ser quem é: A querida filha do Presidente, presunçosa, astuta e arrogante, que padece de um imenso complexo de inferioridade mesmo se sabendo de onde veio e quem é. Tida como uma aloprada que acredita que tudo que existe nesse país lhe pertence e é de sua iniciativa: a TPA, mais da metade dos terrenos que compreendem a cidade de Luanda, as minas de diamantes nas Lundas.


O Jornalzinho de Angola que se transformou num instrumento cafajeste, odioso e ridicularizado até no submundo da corrupção e nos seus bastidores, por façanhas nunca alcançadas por ninguém. Este Jornal vai impressionar quem defendendo uma Tchizé, filha de quem é, corrupta aquela e corrupto este. É o fim da picada. A que nível chegamos, escancaram a malandrice. Tem alguém mais honesto por aí? Que trabalhe em defesa das instituições da nação, para pelo menos evitar tais incidentes e acidentes.

Já sabemos que não vão investigar nada. Porque se investigarem por onde vão começar com o Tolerância Zero? Pelo pai ou pela filha? Ou será que o MPLA estará disposto a perder o seu ilustre líder, encomenda de Manguxi e dos guerrilheiros do MPLA, que desembarcaram um dia nestas terras trazendo promessas de fidelidade, transparência, Unidade Nacional, em que o Povo sempre estaria em primeiro lugar. Mas esqueceram-se de que a Terra Angolana não era só deles. Para que se cumpram aquelas três coisas, não se precisam de doutrinas moralizadoras e que exigem do ser humano sacrifícios imensos, como por exemplo, ser comunista ou “cristão mentiroso e ladrão” ( que de dia rouba e a noite reza). Só precisamos de pessoas decentes e bem educadas e que não façam da política um meio de subirem na vida.


É tanta a malandrice, que acompanha o constrangimento, que essa gente já não sabe como se sentar na cadeira ou no sofá. Até parecem aqueles sujeitos cheios de furúnculo no rabo ( na bunda). Tem razão Marcolino Moco, o MPLA precisa se cuidar, senão vai desaparecer. E quem fará desaparecer o mesmo não somos nós, nem seus inimigos. Estão aí, de maneira visível, os inimigos do MPLA, os aproveitadores da legitimidade que este Partido Histórico tem, estão aí os corruptos e a turma de “agregados” que acompanham os mesmos. Agregados, expressão machadiana que qualifica os pendurados, aqueles, que por qualquer motivo, até mesmo familiares ( ou de parentesco) nunca tiveram o pudor de se agarrarem aos êxitos dos outros.


Viva o MPLA e a sua família de corruptos! Já sabemos o que nos irão dizer nas próximas eleições: Votem em nós, que nós os corruptos estamos de volta! Só vai faltar mesmo dizer que quem está contra os corruptos está contra a Pátria.

Nelo de Carvalho
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Salvem o MPLA dos Corruptos

Decadência, individualismo e covardia são os males que se apoderaram de um Partido, que no passado já foi tido como a vanguarda dos povos da África Subsaariana e exemplo a ser seguido, quando a questão era política e ideologia.

A situação ridícula e o barulho sem precedentes em que se meteram a trilogia: MPLA, o Governo Corrupto de Angola (e suas instituições) e a turma dos bajuladores de plantão, está longe de ser uma luta por uma Angola democrática, livre, independente e pela Unidade Nacional.



Os últimos sucessos ou insucessos, Folha 8 & Regime, são os reflexos de uma luta onde o individualismo sempre foi coberto com a craveira da política e da ideologia. Estas duas fizeram dos diferentes partidos políticos existentes, nos últimos anos, inimigos mortais entre si, impossibilitando o posicionamento cívico, de uma maneira civilizada, da cidadania do homem angolano na resolução dos seus problemas e dos problemas da nação.

Fazer política em Angola, nos últimos trinta e cinco anos, tornou-se algo obrigatório. E todos éramos e somos, até hoje, dependentes crônicos de nossas ações políticas, que em tese reduziram-se ( ou se reduzem) a defender quem está no poder em detrimento daqueles que vivem na expectativa de alcançar o mesmo. A dependência é tal que tudo o que se faz no país, para se alcançar o sucesso individual, dependeu sempre da afiliação política de se defender partidos políticos.


Para muitos defender um partido, que define suas origens ( e aqui entenda-se o nascer, o viver e o morrer por ele) é mais do que uma cultura. É a própria torcida do Barcelona, do Manchester Unit ou então a famosa torcida do Flamengo ou Corinthians no Brasil. E neste período da nossa história em que os partidos políticos coexistem na mesma arena social e até política ( no mesmo espaço socioeconômico e ideológico) , aquele principio de torcer, como se tivéssemos torcendo para um time (club de futebol), tornou-se um fenômeno interessante e inquestionável. Um fenômeno em que o rebanho de apoiadores deve seguir “o corrupto”, o chefe, o líder ou então o mestre em frente com suas ações. Sem se importar se estes já estão à beira do precipício com seus atos irracionais e individualistas.


Os três indivíduos retratados pelo Folha 8 são, com toda certeza, os representantes de um regime em que os bastidores do mesmo são tidos como a caixa preta e secreta, inacessível aos cidadãos. Nós vivemos numa democracia, e não é estranho para nós que o MPLA reconheça isso. Bastidores são as coisas íntimas e secretas feitas no mundo das finanças e da política. Que se saiba o MPLA com o seu discurso democrático até hoje não criou mecanismo que ajudem a desmistificar e a tornar transparente o que tem ocorrido nos bastidores da política Angola.


A essência da democracia e do Estado Democrático de direito reside na desconfiança ou na confiança que não se pode depositar aos homens que dirigem à nação; a essência da democracia reside no controle prático, e sem retórica que atrapalhe este controle, de todos os atos dos agentes públicos que cuidam dos destinos do país, da nação e da vida de cada um de nós estabelecido no Contrato Social ( a construção de um Estado Democrático). Este controle ( ou estes) é feito com a prestação de contas, com uma imprensa investigativa treinada e com liberdades suficiente para tornar cada vez mais transparente o uso e a aplicação de recursos de todos os tipos que pertencem a todos. Também, é feita limitando-se os poderes de todos os agentes políticos através das normas constitucionais e as diferentes leis aprovadas no legislativo ao longo dos processos legislativos. Estas como aquelas sempre aprovadas, descaradamente, para dar proteção aos corruptos e pessoas que perderam a responsabilidade e o compromisso com a nação.


A verdade é que o MPLA ganhou as eleições. Todos nós votamos e apoiamos este partido, ajudamos o mesmo a se eleger ou a se reeleger, mas até hoje não provou aos intelectuais e a classe media angolana que é um partido verdadeiramente democrático. O MPLA decepcionou e vem decepcionando, irritando de maneira arrogante e prepotente em cada um dos seus atos quando se trata de aprovar leis ou de impulsionar iniciativas que ajudem a democratizar o país e diminuir a desconfiança entre os Angolanos.


Por exemplo, denunciar que existe um rombo de trinta e dois bilhões de dólares no orçamento angolano ao longo de cinco ou dez anos, era coisa que a imprensa pública angolana deveria ter condições de descobrir, se ela não estivesse a serviços de bandidos e corruptos (como o Presidente da República, o Vice- Presidente e toda gama de generais que aí existem, fanfarrões e malandros).

Foi o próprio FMI ( Fundo Monetário Internacional) que anunciou e descobriu o rombo, uma organização que até o Governo de Angola reconhece sua competência e credibilidade, já que o mesmo governo, pelo que me consta, tem uma relação com aquela instituição financeira, que consiste que a mesma audite suas contas de maneira parcial ou relativa. A pergunta que todos nós fazemos é: como não acreditar no FMI? Por que sempre existe um silêncio absurdo em todas as denúncias internas ou externas de acusação contra a corrupção?


Vamos aos seguintes raciocínios: Primeiro, o Governo de Angola não é uma instituição privada, assim qualquer “ boato” de denúncia sobre lesão aos cofres públicos o mesmo deveria se dar o direito de investigar e ser competente para chegar a uma conclusão e desmentir diante da opinião pública nacional ( que é o que mais interessa), até onde termina o boato e começa a verdade. Porque de uma coisa estamos certos, sempre existe uma verdade a favor ou contra de quem seja que deverá ser revelada e responsabilizar culpados. E a obrigação de investigar deve ser vista, sempre, como uma obrigação e de direito público. Aqui não deveria existir concessão ou negociação, é o direito público e a obrigação pública acima de tudo que é individual e privado. O governo angolano não tem nem competência para desmascarar os boatos em sua volta, mesmo tendo a máquina de propaganda que tem: TPA, RNA e o Jornal de Angola. Diante desta situação de silêncio e cinismo perde credibilidade e faz do MPLA ( um dos maiores Partido Africano de todos os tempos) uma carcaça para proteger corruptos, gente oportunista e individualista e finalmente bandidos travestidos com uma política e ideologia que ninguém mais acredita: se “o mais importante mesmo é resolver os problemas do povo”.


Assim, é papel do MPLA governar e dirigir o país de tal forma que se livre dos corruptos e não fazer a guerra contra aqueles que combatem a corrupção. Ainda que estes não se simpatizem com este partido politicamente. Ninguém tem obrigação de ser do MPLA ou provar que é primeiro do MPLA para criticar um corrupto no poder com o título de ex-combatente ou um General vencedor da Batalha do Kuito Kuanavale. Ser uma coisa outra não da direito a roubar, não dá direito a não ser criticado e não dá direito a não ser processado pelos seus desmandos de homem arrogante e prepotente. E não é missão do MPLA ver nos corruptos personalidades vitalícias e intocáveis.


Querem provas de que José Eduardo dos Santos, “ o bom nome da política angolana”, é um corrupto? Primeiro, busquem as provas e depois digam se elas existem ou não. Entre as mais simples destas provas está o tráfico de influência, desde que ele despertou diante das delícias do capitalismo e aprendeu em sonho as lições do Tio Patinhas.
Querem processar alguém por provocar instabilidade política, ódio, rancor e desconfiança entre os angolanos? Condenem e processem primeiro o cinismo de José Eduardo dos Santos. E, finalmente, mudem a Constituição e as Leis que protegem os corruptos.
Querem Paz, Unidade Nacional e acabar com a miséria salvem o MPLA dos corruptos!

Nelo de Carvalho
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Tontices e Burrices Para Uma Bajulação Ineficiente

É difícil governar um país como Angola, por trinta e dois anos, e ter o bom nome na praça. Ingenuidade, tontice e é o cúmulo da presunção acreditar que o bom nome, na praça, de alguém se conservaria, depois de tantas guerras, diga-se, até, provocada de forma mafiosa e deliberada. Outra acusação que poderia emergir além da famigerada corrupção, que os homens no poder hoje já não sabem como se defender da mesma.



Depois de tantas arbitrariedades, desmandos, injustiças e o silêncio criminoso de um Governo e um Estado, que existe para proteger o que há de mais criminoso numa sociedade ( a corrupção), não há nome limpo na praça. E não há nome, que ainda tido como imaculado no passado, não tenha se borrado tanto, tornando-se imundo e repugnante, quando a própria “merda” produzida pela governação que aí está já se tenha lançado em direção a um ventilador, em que o vento “refrescante” que sopra, que só tem uma finalidade, desviar o fedor, a situação mal-cheirosa em que se meteram certos nomes, que a babaquice e a bufonaria, tentam esforçosamente, ainda, apresentar a nação, como “o bom nome”.



O Camarada Presidente José Eduardo dos Santos ( e os seus subordinados bufões) são extremamente inteligentes para concluírem que a podridão espalhada no seu reinado torna os inocentes em culpados que não poderão ser absolvidos nunca, nem daqui a mil anos. É bem possível que a corja dos corruptos, aí, morram no poder sem serem molestados por ninguém nunca. Mas não haverá justiça na fase da Terra que os poderá absolver. Aqui não! Só se for no inferno, ao lado de todos os criminosos que já passaram neste país.



Ele deveria saber, que a justiça aqui na Terra torna os cínicos em criminosos, e, moralmente, mesmo sendo de pouca importância, e já sem valias para a época em que vivemos, nenhum “comunista” transformado em burguês e aprendiz de capitalista será salvo no paraíso ou no inferno. Quanto mais ter o nome limpo na Terra.



Aí é querer de mais: ter nome limpo em Angola, quando se sabe que no resto do Planeta isso foi impossível. Não somos um povo tão atrasado assim, sem valores, bárbaros e descultuados. Mesmo depois que aquele sujeito que nós dirige ter proclamado a corrupção como um meio de sobrevivência para o funcionalismo público. Somos um povo com solução possível, diante de um sonho que consiste, simplesmente, em varrer a corrupção do seu seio. Começando pela própria instituição chamada de Presidente da República.



Alguém dúvida que o Presidente está sujo? Não precisa dormir com o mesmo. É só dizer que é Angolano para se sentir tão sujo quanto ele.


Já sei. Temos bajuladores à altura de limpá-lo. Aqueles vão continuar a convencer a nação e a fazer a propaganda devida de que o nosso vice “herói Nacional e Guia Imortal da Nação” é merecedor de um nome limpo e que pode continuar no poder até que um dia o Sol se apague.





É preciso dizer a esta gente que tanto o Sol quanto a opinião das pessoas, pública ou não, publicada em algum Jornal ou semanário, são bens públicos comum que devem ser respeitados tanto quanto os corruptos que estão no poder, que nada fazem para apurar as diferentes denúncias, que mesmo sendo palpites falsos ou não, deve merecer sim atenção do poder público. Afinal, o poder público não é José Eduardo dos Santos, Nandó ou famigerado General Kopelipa.


Vamos ser coerente e seguir a estratégia do MPLA e dos homens no poder. Já que não há “evidências nenhuma” se JES é um corrupto, por que não deixar em paz a Folha 8? Já que é assim que têm feito com todas as denúncias e queixas contra a corrupção. Por que, agora, não ignorar também o Semanário Folha 8?



Além disso, “o bom nome”, de quem quer que seja, não pode ser usado para encobrir o trabalho que um bom Jornalismo investigativo, mas inexistente, que deveria ajudar a desmistificar o poder secreto, quase sobre humano, herdado na era comunista, em que se fingia governar pelo bem do povo e da nação, deveria ser feito para desmascarar nos bastidores do poder a direção de onde sopra aquele vento fedido. Se vivemos numa democracia pluripartidária, por que aquele cargo, o do camarada presidente, continua a ser visto como o cargo ocupado pelo Lionel Bresnev da antiga União Soviética?


Um comunista corrupto, um fora da lei, transformado em burguês e um capitalista que fez do país a sua multinacional, não pode ter o nome limpo. Nem diante do Tio Patinhas!


Nelo de Carvalho
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Quem Beijará os Pés dos Mendigos Europeus?

Um fantasma percorre a Europa, o fantasma da crise! Dizem que o catolicismo, o Cristianismo, teme mais o Comunismo do que qualquer crise na fase da Terra. Ainda que esta se assemelhe, tanto, ao inferno. E o motivo é simples: a igreja suportaria qualquer coisa na fase da Terra, menos o seu desaparecimento. Na verdade, suportaria até o desaparecimento da própria humanidade. E é aqui a diferença fundamental entre Comunistas e Cristãos.



Aqueles preferem a vitória da nossa espécie sobre a Terra (sem nenhum tipo de negociação divina), e de preferência com a derrubada de todas as estruturas sociais que geram crises. Estruturas e superestruturas caducas infligidas a todos nós em nome da propriedade privada, do individualismo e do egoísmo que governam os mercados nas sociedades neoliberais. Aqueles rejeitam qualquer pseudo ideologia que atrapalhe a verdadeira solução dos problemas da humanidade, e nisto está a própria religião atrapalhando, servindo de obstáculo a tudo a que possa tornar mais feliz a espécie humana na Terra.


Estes, os Cristãos, namoram todos estes vícios e manias de forma covarde e traiçoeira. Existe um pacto entre a velha ordem capitalista e a igreja, que sempre defendeu de forma conservadora a trilogia: tradição, família e propriedade. Um triângulo usado para justificar a barbárie, qualquer instinto primitivo e animal que ajude a manter as coisas do jeito que elas estão, a exploração do homem pelo homem, que para muitos deveria ser aceite com resignação e conformismo –já que também é obra ou castigo divino! Ou de quem, não sei quando, andou abusando dos privilégios no paraíso e foi expulso de lá porque não resistiu às tentações.


Estar sempre no mesmo lugar (o estancamento e a imobilidade) é coisa de quem teme o seu próprio desaparecimento. Esta resistência no Capitalismo é manifestada com o uso de todas as forças possíveis, quando necessárias. Forças, sim, quando a existência daquela ordem é ameaçada. Mas nada impediria o silêncio vindo de túmulos e de catacumbas que sempre alardearam o fim da humanidade se o Comunismo virasse uma realidade para ela.


A Europa hoje afunda, sangra como uma besta selvagem e definha diante da “tradição”, da propriedade e com certeza diante da família. Diante disso, onde está a voz da igreja que sempre esteve tão assustada perante tanto perigo?


No passado, tanto se gritou e se esperneou, até por muito menos. Houve épocas que as greves dos operários mobilizados por sindicatos comunistas tiravam o sono do Papa. Estes perderam as contas dos pactos mesquinhos que andaram fazendo com as forças reacionárias daquele continente, até com o fascismo hitleriano na perseguição dos comunistas e dos militantes de esquerdas.


Hoje por muito mais, diante da definhes e da escravidão de todo um continente ( a Europa), provocada pelas políticas neoliberais, o silêncio Papal e da Igreja é tão cínico quanto aquele roncar tardio que pede desculpas aos descendentes dos escravos africanos, só depois de quinhentos anos de escravidão.


Por muito menos, durante os anos pré e pós da caída dos regimes comunistas naquele continente, não faltaram excursões Papais benzendo os “libertos” cidadãos daqueles regimes, “aprisionados” atrás das cortinas de ferros dos regimes comunistas. Por certo, cidadãos bem alimentados, educados e civilizados. Foi precisamente nestas condições de cidadãos que eles deram-se o luxo de protagonizarem as males intencionadas, e mal chamadas, ao meu entender, Revoluções de Veludos, de Laranjas, de Cor de Rosas, enfim. Tantos nomes súteis, sugerindo, ironicamente, que seus protagonistas, estavam longe de serem gente torturadas e famélicas. A intelectualidade dos nossos revolucionários anticomunistas suportados por corpos bem nutridos espelhou sempre a pobreza de suas ambições racionais. Os sintomas desta pobreza são os variados nomes, esdrúxulos, ao que eles chamaram de revoluções.


Mas a história não tem fim e nunca teve. E isto os comunistas sabem muito bem. E sabemos também que o Papa no seu refugio covarde e traiçoeiro não voltará aos antigos comícios que declararam o fim de uma ordem social, que em 80 anos deu dignidade, vida e honra há mais de 200 milhões de habitantes na Europa. Ou será que o Papa agora estaria disposto a beijar os pés dos milhões de europeus famintos que aparecerão nas ruas das Capitais Europeias? Nem Cristo teria tanta disposição.

Depois do Comunismo, falta agora saber quem acolhera os mendigos de toda a Europa.

Nelo de Carvalho
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