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Mais Violência e Menos Democracia



A violência Estatal protagonizada pelos órgãos policiais e encabeçado por um tal de Sebastião Martins (Ministro do Estado para ordem interna) passou a ser o único produto grátis a ser oferecido aos jovens, regalias de um Estado Democrático de Direito, que só a mente de mafiosos e psicopatas no poder entendem ser assim.


Sebastião Martins, além de querer agradar quem, está a serviços de quem? Do MPLA é que não está, e serviços a este partido não faz. Ele é o di capo mafioso a serviço de uma quadrilha de políticos bandidos em que o chefe é nada mais e nada menos o próprio José Eduardo dos Santos.



Poucas são as ações do Estado angolano que recai direto sobre o cidadão. As ações deste órgão, encabeçado por Martins, são o que mais contato direto têm com toda a sociedade. Em tempos de contestação, se vivemos ou não numa democracia, se o MPLA é ainda o representante legítimo de todos os nossos anseios, e se o homem no poder em frente da nação é probo ou não para continuar a frente dos destinos da mesma, a Polícia Nacional tornou-se uma instituição Estatal duvidosa, que está mais para leão de chácara que deverá guardar essa propriedade. Não chega a ser retórica de mau gosto à afirmação vinda de diferentes grupos que fazem da contestação, mais do que legítima, um barulho desagradável nos ouvidos dos nossos opressores em nome da democracia e do direito de todos, de que Angola é esta Quinta, Fazenda ou a propriedade que deverá ser cuidada para manter os interesses dos grupos a que o dito Ministro pertence e responde.

Usar a polícia nacional para reprimir manifestantes pacíficos é a prova de que as coisas estão saindo fora de todo controle. O controle que os corruptos acreditavam que deveriam e poderiam ter sobre a sociedade civil. Os fatos provam a importância dessa última no controle que a sociedade deve ter sobre os Atos da Administração Pública, ou se quiserem do próprio Estado. E que esse, mesmo quando suas ações pautam-se em atitudes ilegais e imorais, transformando-se num Estado corrupto como o nosso ( o Estado Angolano), nem sempre dará as cartas ou estará com a bola toda.


Assim, é preciso ir adiante. As manifestações são um direito do cidadão e de toda a sociedade. Manifestações são resultados e sintomas de que as coisas não andam bem, mesmo quando existe uma suposta legitimidade de quem dirige ou tem a maioria em todos os poderes constituídos. Manifestações são provas de que não existe consenso e transparência na elaboração de uma agenda social e política que possam solucionar os problemas de todos ou mesmo de uma minoria isolada e discriminada. Diante disso, fazer o uso da força bruta para solucionar esta falta de consenso e transparência é coisa de gente bandida, que se apoderou da máquina do Estado para benefício próprio.

A violência oferecida pela Polícia Nacional não é inspirada no desejo de se manter uma ordem social fora de equilíbrio; ainda que esse equilíbrio seja parcialmente no tempo e no espaço. É, também, a manifestação interna de um Estado descontrolado, atrapalhado, inexperiente, partidarizado e conduzido pelo ódio, em suas ações para lidar com cidadãos pacatos, mesmo estes sendo revoltosos e malcriados; é preciso ver que muitos deles (os manifestantes) agem de maneira pacífica; barulhentos, mas em atitudes pacificas, coisa reconhecida por políticos e defensores do regime corrupto que dirige José Eduardo dos Santos.


O ódio, é bom que se diga, não é mais contra o passado terrorista dos homens do Galo Negro vulgarmente chamados de Kwachas. Mas sim – e que sirva de alerta- vem da crítica que destrona as atitudes do Estado e do Governo angolano e de todos os seus membros, reconhecidamente como corruptos, vândalos diante da coisa pública, diante daquilo que é de todos. O MPLA, depois da morte de Jonas Savimbi, convenceu-se que poderia governar sozinho, até mesmo passando em cima de todas as regras, exemplo disso, foi aprovação de uma Constituição sem consenso com todos agentes políticos que fazem parte da Sociedade Civil. A verdade, podemos dizer sem medo de errar, é que o MPLA sempre desprezou a Sociedade Civil, fez dessa um tapete de banheiro, para não dizer o pior; fez desta algo inexistente, ou ainda: “o seu papel higiênico”.


E essa atitude foi um erro cometido sem se escutar opiniões dentro e fora do Partido para se proteger os corruptos no poder, que são os que na verdade dirigem esse partido e a nação mwangolé. Erro que hoje se traduz, agora, nesse tipo de repressão fora do habitual: mais violência e menos democracia. Que consideramos crimes a serem responsabilizados pelos seus autores.


Nelo de Carvalho
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A Distorção Dos Fatos


A política Angolana é um belo espetáculo de horror, e talvez, o cenário, seja uma herança da guerra. A obsessão pelo poder, dos nossos atuais políticos no poder, e a convicção de se sentirem prediletos no mesmo como agentes políticos vitalícios faz do debate político entre nós, angolanos, o que há de mais banal nas nossas vidas. Já vai tarde demais de acusar o MPLA de dominar a arte e a ciência de distorcer esse debate, quando na arena dos debates não é correspondido por determinados agentes da sociedade civil: intelectuais, políticos e quem quer que seja, todos são acusados de Kwachas, quando o nosso “queridinho partido” no poder não é correspondido.



Uma coisa é verdade, passaram se os tempos em que esse tipo de acusação e terror político colava. Hoje já não vinga mais, a não ser a estupidez de continuarmos a bajular o impossível. Na verdade, descobriu-se que hoje temos um novo inimigo. E o inimigo não está além das fileiras do MPLA. O grande inimigo que hoje se impõe entre os angolanos é está militância caduca e arcaica que continua venerando a burrice no poder, a ineficácia das políticas públicas com o rabisco de um líder, que nem ele mesmo acredita nos seus atos, mas corroborado por uma legitimidade burra, em que a tradição africana é sempre a culpada de tudo.

O MPLA venceu! E vai continuar a vencer enquanto continuar apostar no status quo ou nas políticas públicas de convencimentos, algo inédito só entre nós os angolanos, em que o político, que nem gestor é, convence a todos de que as coisas estão mudando. E acreditar é necessário. A crença de “todos nós” é o selo de legitimidade que tanto precisa o sistema de bandidagem e corrupção que lidera e governa o país. Assim, aquele que está em cima poderá ganhar mais confiança ( e por que não?) para continuar a governar em nome do povo ou da nação. É só o nome, mas os interesses sempre são promiscuo, e para lá de individual, de igualar-se a qualquer seita medieval.


Se jovens somos, temos que nos apresentar como pessoas dispostas a jogar todas as cartas e não temer quem desafia o andar das coisas como sinônimo de progresso. Progresso hoje é fazer das políticas públicas a realidade material que ajudem a tirar um país do subdesenvolvimento. Desenvolvimento é apostar no bem estar das pessoas e não no simbolismo de valores políticos que ajudem a multipolarizar ou mesmo bipolarizar a sociedade em benefício de um grupo ou partido que acredita que existe e nasceu para ser vitalício, acredita até na imortalidade. Não mais a saudades de um passado que só serviu de combustível para alimentar guerras ou a guerra. Essa guerra em que quem venceu na verdade fomos todos nós. E os perdedores –acreditem- são aqueles que hoje distorcem as verdadeiras ações das políticas públicas. Apelam, conscientemente ou não, a indiferença de todos diante das mesmas.


A pergunta é: como executar as mesmas sem a tradicional vigília dos agentes sociais que exigem que aquelas sejam aplicadas sem a politização que por desgraça ajudam a legitimar o corrupto que faz da mesma sua fonte de poder e recursos?


Assim, o caminho às urnas (eleitorais), o debate em volta da mesma, antes e pós, é distorcido de maneira descarada. Este debate é trans-vestido numa gloria que não existe: na gloria dos corruptos. É um debate feito em volta de políticas ( públicas) que estão mais para um sonambulismo do cidadão do que para a real coisa que provocaria mudança na vida de todos nós. É preciso estar atento a isso. A JMPLA, se ainda existe, não pode se deixar enganar por isso. A verdadeira mudança deve vir acompanhada de princípios e fatos que beneficiem a coletividade, coisa que nenhum bandido ou corrupto pode oferecer, a não ser o poder como símbolo de uma hegemonia que representa os interesses de grupos, que nada têm a ver com os interesses de um povo. Detrás daquela hegemonia ou ela mesmo estão sempre os interesses financeiros de grupos que aí vemos: os mesmos que se apresentam como empreendedores sem um histórico convincente, os privilegiados de sempre. Isso não pode ser motivo de fidelidade aos homens que estão no poder.

A vitória de José Eduardo dos Santos, e mais uma vez, a permanêcia deste no poder, seria irreal. E não só. Seria a verdadeira distorção dos fatos.


Nelo de Carvalho
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As Desculpas Atrasadas do Procurador Geral da República

O Procurador Geral da República (claro, que de Angola) é um cínico violador da lei se defendendo, quando diz que não recebeu propina ou não foi subornado para agir como devia no caso do ex-Ministro da Comunicação Manuel Antônio Rabelais.

Pode até ser, mas quem estará interessado agora na suposta defesa deste Procurador? Quando várias denúncias contra esse, os jornais privados no pais publicaram –várias vezes-, acusando o mesmo de ter ou fazer negócios, que na sua condição não seriam éticos ou mesmo legais.

Quantas vezes, o antigo Semanário Angolense, ainda dirigido pelo “finado” Graça Campos, não denunciou os negócios ilícitos ou contratos assinados pelo PGR, que na sua condição, em qualquer país civilizado e verdadeiramente democrático, seriam mais do que suficientes para levar este corrupto a se demitir do cargo e até mesmo ter que enfrentar a justiça.


Num país em que quem recebeu como destino profissional cuidar da lei diante de todos, além de se declarar incompetente diante de certas figuras, também –sempre-, esteve atrasado para justificar suas ações. À propósito, quem tem competência para investigar o Presidente da Republica?
A bandidagem e a seita secreta constituída pelos mesmos vai além do cinismo. Antes não respondiam as denúncias do então assustador site Club-k. Porque alegavam que esses não eram profissionais; ou se eram, não passavam de uma turma de invejosos e fracassados. A delinquência que antes se apresentavam como heróis da pátria, que de todo respeito exigiam de todos, pouco a pouco vão sendo desacreditados e desmascarada. Descobriu-se que não são tudo aquilo que sempre se pensou ou fizeram pensar de si aos outros.
As eleições estão aí, se aproximando, agora é esperar que toda essa burrice, aí no poder, com o nome do MPLA, não mereçam toda aquela votação do passado. Vamos esperar e torcer para que no fim a raposa sangre.


Nelo de Carvalho
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