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Khadafi será julgado pelo Tribunal Penal Internacional

Agência Brasil 28 de fevereiro de 2011 às 9:06h

Por Renata Giraldi

Brasília – O presidente da Líbia, Muammar Khadafi, será julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda. A pedido do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), ele será julgado por crimes contra a humanidade e de guerra e acusações de violações aos direitos humanos. Paralelamente, representantes dos Estados Unidos e de vários países europeus se reúnem hoje (28), em Genebra (Suíça) para examinar a adoção de mais sanções à Líbia.

As informações são do Departamento de Estado norte-americano e também das Nações Unidas. Há denúncias de que pessoas foram enterradas vivas na Líbia, durante os protestos, e bombardeios atingiram as cidades de Trípoli, capital líbia, e Benghazi.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que os integrantes do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas vão analisar nesta segunda-feira alternativas para ampliar as sanções à Líbia. Hillary negou as acusações de que os Estados Unidos estimulam as manifestações que ocorrem não só na Líbia, mas em outros países muçulmanos.

“Essa mudança que está varrendo toda a região é proveniente de dentro das sociedades, não está vindo de fora. Mas cada país é diferente e cada um deve lidar com as exigências de seu próprio povo e buscar caminhos que conduzam à mudança”, disse a secretária de Estado.

No último sábado (26), o Conselho de Segurança determinou que as autoridades líbias cooperem com o TPI nas suas investigações sobre a crise que atinge a Líbia desde 15 de fevereiro. Porém, o país não é signatário do Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional. Na resolução, o órgão condenou o que ocorre na Líbia. “É um ataque generalizado e sistemático em curso na Líbia contra a população civil que pode constituir crimes contra a humanidade.”

Efetivamente, o tribunal passou a atuar em 1996. O órgão foi criado com o objetivo de julgar indivíduos e não os Estados – o que é uma tarefa do Tribunal Internacional de Justiça. São levadas ao Tribunal Penal Internacional as denúncias como de genocídios, crimes de guerra e contra a humanidade.

Já foram indiciados 78 suspeitos, dos quais a maioria é sérvia, croata e árabe. Foram condenados o croata-bósnio Drazen Erdemovic e o sérvio-bósnio Dusan Tadic, além do do líder nacionalista sérvio-bósnio Radovan Karadzic.
Agência Brasil

Uma resposta para “Khadafi será julgado pelo Tribunal Penal Internacional”

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Reni disse:
28 de fevereiro de 2011 às 9:37

Estanho este Tribunal Internacional que só põe no Banco dos Réus os inimigos dos estadunidenses? E quem promoveu o genocidio no Iraque nos anos 90 e agor^? E destruiu uma cultura de mais de 6 mil anos? Estes não se submetem a tribunais mundiais? Por que? Eu so queria que alguém me explicasse. Vocês podem fazê-lo, por gentileza?

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Viva o 7 de Março!

Sai!..Sai!...Sai!.. Sai..! Sai, Zé “Kitumba”!Chegou a sua hora de mudar de residência, José! Agora é a vez do Povo!

Nossa manifestação é pacífica, a favor da vida, do bem estar para todos. É uma manifestação contra a corrupção e os corruptos que estão no governo. E não importa o seu resultado, o importante é o Espírito de Liberdade. Somos ou não um Povo Livre!? Podemos ou não nos manifestar na Nossa Terra e na hora que quisermos!?



Se combatemos todos os lacaios do Imperialismo no passado e traidores, também, podemos combater os corruptos. Não é porque eles militam dentro do MPLA, que os mesmos sejam diferentes dos outros. E eles estão bem identificados. Por isso, vai um aviso:

-O dia 7 de Março será um dia Pacífico, talvez o mais pacífico que Angola já teve. Assim, não adianta intimidarem as pessoas. A manifestação para esse dia não será organizada por nenhum partido, ou o governo corrupto que aí está. É o próprio povo, o cidadão que vai se organizar!;

-Os símbolos a serem usados, serão os símbolos da Pátria, patrimônio e propriedade deste mesmo Povo. Quais? A nossa Bandeira, que é só nossa e não de ninguém mais; o nosso Herói Nacional ( Agostinho Neto) que não se confundem com esses corruptos que aí estão;

-A manifestação pode não levar a nada, mas é um aviso aos corruptos do MPLA e ao senhor José, que tarde ou cedo chegará o dia de prestarem contas à nação. Coisa que nunca fizeram durante toda a governação ou o tempo que estão no poder;

-A manifestação não tem porque gerar violência, ao contrário, o Corpo de Polícia, o Estado, e quem tem o direito e o dever de fazer deverão dar proteção aos manifestantes, ao povo e à nação inteira;


E tem mais, essa, talvez, seja à hora de todos aqueles que têm alguma dívida para com a Pátria se redimirem. Em cada geração, a historia, sempre, nos dá certas oportunidades, é só sabermos aproveitá-las!

Nelo de Carvalho
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Os Corruptos Têm Medo da Conscientização do Povo Contra a Corrupção

É uma estupidez associar a uma manifestação à Guerra. Quem disse ao MPLA ou a UNITA que os manifestante querem guerra? Dá para notar que vivemos numa cultura do medo. Somos intimidados, todos os dias, por aqueles que estão no poder, de que qualquer contestamento ou resistência leva a guerra. Não podemos nos movimentar, nesse regime, e sempre aparece alguém prepotente e arrogante a nos apontar uma arma.



Os militantes do MPLA têm obrigação e dever de somar-se às manifestações. As manifestações são contra o Governo corrupto de José Eduardo dos Santos. Não são manifestações contra o MPLA ou contra os símbolos da Nação. São manifestações contra o Presidente da República. A manifestação é contra o Golpe Constitucional que José Eduardo dos Santos deu contra o Povo e a Nação, tirando o direito destes de escolherem diretamente o Presidente da República. A manifestação é contra o tráfico de influência que assola toda administração pública, que tem como fonte o Gabinete do Presidente da República e o próprio Presidente da República e todos aqueles de quem ele está rodeado. A manifestação é contra os Ministros corruptos, os funcionários incompetentes do governo e do estado, que fazem da máquina Estatal uma instituição para defender seus interesses privados.

A manifestação é contra as injustiças sociais e todos os vícios que a burguesia angolana tem incutido a uma maioria dos Angolanos. Esses vícios são todos aqueles que vocês conhecem: a poligamia, o racismo, o tribalismo, o tráfico de influência, os serviços mal prestado pelo Estado à Sociedade, a falsidade ideológicas, as mentiras e as promessas nunca cumpridas.


Todos nós nesse país, Angola, estamos à espera que alguém seja punido pelo programa que se optou em chamar pelo próprio Presidente, de “Tolerância Zero”. Quantos foram processados e denunciados por esse programa, mesmo depois dos escândalos do BNA, das quantidades imensas na apropriação indevida pelo antigo ex-ministro da fazenda? –aquele que dizem que até ganhou premio como o melhor Ministro da Fazenda de África –chama-se José Pedro de Morais Jr. A cúpula do MPLA e o próprio Presidente sabem que ele é um ladrão, mas ele não foi nem se quer molestado. Agora temos o caso do Quim Ribeiro e até do atual e empossado Governador de Luanda, em que está envolvido o assassinato da amante deste ( o Governador).

Temos os problemas da TPA 2, das personalidades que de um dia para outro emergiram no parlamento sem históricos pessoais de um passado que lhes permitisse chegar onde chegaram. Tudo porque são filhos e parentes de dirigentes que estão no poder –cunhados, irmãos, esposas, etc. Os casos dos proprietários das empresas de telecomunicação, fábricas de cimentos, a apropriação das minas de diamante nas Lundas, por estas ou aquelas pessoas, mas tudo porque têm laço de parentesco com quem está no poder. Ou seja, a falta de Licitação e de Contratos que espelhem a transparência do poder público na hora de transferirem certos empreendimentos ( públicos), entre eles os recursos naturais e setores estratégicos da economia, à iniciativa privada. Estes procedimentos são quase sempre fraudulentos, feitos na “calada da noite”, cheios de segredos e sigilos, quando deviam ser públicos, abertos a toda sociedade civil e ao público.



E o racismo e o tribalismo!? Não adianta dizer que é só a oposição que promove esses ismos. É a burguesia que hoje tem poder e está bem articulada no seio do partido do poder que fomenta de maneira deliberada e com desprezo esse tipo de práticas. A própria corrupção é uma prática burguesa; os privilégios excessivos, a gastança, o inexplicável enriquecimento de algumas famílias ou grupos, pelas suas origens; são as provas do racismo e do tribalismo protagonizado pelo poder corrupto, encabeçado e dirigido por José Eduardo dos Santos.

O MPLA não é José Eduardo dos Santos, e este muito menos o MPLA. Precisamos combater o culto de personalidade, e a falsidade ideológica: de que só aquele individuo é capaz e tem feito coisas para o país.


Por outro lado, Eu li um artigo, no Club-k.net, de um tal Yannic Matos, mas me impressionou o lado preguiçoso e o inconformismo reacionário desse sujeito. Ele deve ser o típico angolano, rodeado de várias mulheres, 3; 4; 5 e 6, senão mais, e com uma porrada de filhos, todos eles abandonados por um pai bêbado e mulherengo. A esse sujeito, pedimos uma coisa, senão pode e não quer fazer nada pelos seus filhos e as mulheres que tem, não impeça que os outros façam para ele mesmo, o que ele deveria fazer para os seus filhos queridos e seres.


E aos “militantes” do MPLA enviamos uma mensagem. O MPLA não é um partido de burgueses conformistas ( ele até pode estar possuído por estes), mas é por necessidade histórica e política, o melhor que esse país e nação tem: as quitandeiras, as quinguilas, os camponeses, aqueles e aquelas mulheres que viajam no comboio de Launda à Malange, todos os dias ( para fazerem seus negócios ou visitarem os seus familiares), o MPLA é o partido dos contratados, dos bailundos nas roças de café, dos Kwanhamas, do bakongo ou kicongo, do tchokuê. Enfim, o MPLA é o partido de todos os angolanos e ninguém tem obrigação de escutar esses politiqueiros da JMPLA recebendo ordens de um corrupto.

Por isso, nós convidamos à todos os Angolanos, se puderem e quando poderem, a se manifestarem, não só no dia 7 de Março, mas em qualquer dia, a partir desse dia: a manifestarem o seu desejo de cidadão ou o sonho de viverem numa Angola onde não haja proibição na hora e no momento de se questionar aquilo que o Estado tem feito e deve fazer para a Sociedade.



Que dêem o seu grito de Liberdade, pelo direito de manifestarem-se e gritarem, qualquer som vindo no fundo de vossos espíritos. Como, por exemplo:

-Abaixo o Corrupto, José Eduardo dos Santos!

Nelo de Carvalho
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Dino Matross Ajuda a Enterrar o Regime Corrupto de JES

É uma pena que nos inúmeros artigos escritos em respostas as ameaças de Dino Matross, a maioria deles, sugerem que o nosso “comandante”, general e ex-guerrilheiro é um burro! E, ainda, que o critério para se chegar ao poder, nesse atual regime, é aquilo que sempre se suspeitou: a competência e o mérito dos quadros sempre esteve em dúvidas e dentro do MPLA isso nunca foi “problemas”. O importante nesse partido era a fidelidade canina que caracterizam os servos bajuladores que se apresentam como defensores da paz. O importante mesmo era a ignorância de quem defendesse quem, desde que aquele se mantém fiel a este ( sempre um chefe a ser venerado e com todas as qualidades do além). Mas esquecessem que a paz é mantida respeitando a dignidade e o sentimento dos adversários. Em política, mesmo nas matas, sempre foi assim. E se não era deveria ser!

A paz se mantém, também, respeitando a dor dos homens, de todos, de um povo e de toda uma nação. Essa dor, nesse momento, é a comoção intestinal (e) social que a corrupção provoca aos Angolanos. Sim ou não, “Senhor General”!?



Não existe essa de um partido serrar fileiras envolta de um homem, isso é coisa da época de Lenin ou em Cuba de Fidel Castro. Coisa que nem mais naquele lugar ou neste existem. Uma instituição democrática, partido político, empresa pública ou privada, enfim, pessoa jurídica de direito público ou privada, têm que serrar fileiras envolta de princípios, envolta das leis e das normas. Um partido político, como o MPLA, seus militantes, têm que se aglomerar envolta do bom senso e dos princípios democráticos que ajudarão o país a ser mais justo com todos os seus cidadãos; que é o que verdadeiramente manterá a paz e a estabilidade.

O MPLA existe para democratizar a nação angolana, as instituições do estado e educar o povo a se defender dos oportunistas, entre eles os corruptos, e não para dar proteção a um homem.

O MPLA tem dois tipos de defensores: aqueles que acham que seus destinos dependem do poder do Camarada Presidente;e aqueles que conseguem enxergar a tarefa incompleta e ineficiente da trajetória desse partido. Os primeiros não perdem oportunidades de estarem encontato com imprensa –entre eles secretários e adjuntos de todas as áreas para todos os fins. Deveriam ter mais responsabilidades ao usarem esse partido ou a força que tem o mesmo. Evitando defender seus interesses pessoas fingindo uma suposta fidelidade a custa de qualquer coisa. A “fidelidade”, levantando o retrato do chefe, é um fenômeno que cabe às organizações fechadas e mafiosas, governadas como seitas com estilos medievais, que tentam atrair seus membros fazendo-se o uso da chantagem espiritual ou econômica, em que os mesmos podem estar envolvidos como conseqüência de seus interesses mesquinhos, duvidosos, sempre a desejar, longe de tudo que é social e digno. Qual fidelidade é a sua, Camarada Dino Matross? Na do MPLA, para manter verdadeiramente a paz, ou a de manter laços promiscuo e individualistas!?


O MPLA não é um patrimônio pessoal de generais e comandantes corruptos, não importa o que eles andaram fazendo no passado, mesmo porque ninguém trava guerras e batalhas sozinho. A legitimidade de uma conquista e vitória vem do povo, de milhões de cidadão que têm a visão aguçada ou não para corroborar as conquistas alcançadas e iniciadas por um grupo de homens. A conquista e a declaração da independência só é legitima, gloriosa e heróica se todo povo e toda nação apoiar. Assim, a obra do MPLA não pode ser reduzida a obra de uma minoria de oportunistas, que fizeram da falsidade ideológica o uniforme, a vestimenta, com que se apresentavam diante desse povo, que tanto dizem defender ou defendiam.

O MPLA é patrimônio de toda a Nação, de Cabinda ao Cunene. Até daqueles, que por qualquer razão, não militam no mesmo.

O pragmatismo que se exige nesse momento é que os verdadeiros militantes desse partido, mais uma vez, estejam ao lado do povo, contra todos os corruptos, incluindo o seu atual presidente: o homem que se deixou consumir pelos vícios e a corrupção.

Nesse momento serrar fileiras envolta de JES, é serrar fileiras envolta da corrupção, é dar proteção ao mal que assola o nosso país. Serrar fileira com JES é levarmos novamente o país a guerra, a guerra que tanto custou a milhões de Angolanos. Precisamos dizer ao Senhor José que acabou o seu mandato. E quem tiver coragem de dizer isso, não estará na pele do Eu ou Nós, será a voz da historia, que é a única que tem autonomia e autoridade para cilindrar fatos e eventos que vão contra ela.


Não adianta apavorarem a nação com uma suposta guerra em iminência. Quem existe e é iminente em cada um dos momentos de nossas vidas é a corrupção. É ela, que além da miséria provocada em tempos de paz, provoca indiscutivelmente a guerra. A guerra também é provocada pelo inconformismo de milhões de pessoas ao verem que uma minoria de pessoas, representantes de determinadas famílias, se enriquecem sem esforço exigido comumente a cada um de nós, simples mortais.

O trafico de influência, a falta de transparência, as leis e normas violadas e nunca compridas, são os esqueletos da corrupção. E é contra isso que todos devemos combater.

É contra isso, que o Parlamento composto “só” de militantes do MPLA, deviam combater. Conclamando o povo, aos angolanos e à nação a unirem-se contra o Corrupto Mor!

Nelo de Carvalho
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O Que Há em Comum Entre Países Árabes e Angola

Não há nada a ser confundido, camarada Dino Matross, os “oportunistas” que estão a frente das supostas manifestações em Angola ou que alardeiam uma revolução, estão atrás de algo que, em comum, existe entre o Mundo Árabe e Angola. Ou ao menos, tentam se aproveitar desse fenômeno que existe entre essas duas regiões.

Por que, além da guerra no passado, não reconhecer que a corrupção também é um outro fator que pode provocar instabilidade e até mesmo levar o país a guerra?




Por que esse escudo de proteção ao MPLA quando se trata de falar de corrupção? Por que essa guarnição pretoriana, esse cinismo, a favor de quem está no poder quando se trata de desmascarar a ineficiência e a incompetência de quem dirige o país? Por que essa impotência Estatal e Governamental de encarar os fatos como deveria ser: o reconhecimento de que a corrupção existe e que é ela que poderá nos levar novamente a “guerra”. E de que a guerra no passado não pode ser usada como motivo a se dar margem a que o fenômeno corrupção seja ofuscado diante da visão das novas gerações e de toda a Nação. O MPLA e Angola não são só compostos de pessoas velhas e temerosas, principalmente, pela minoria corrupta e bajuladora que legitimam o poder corrupto do Camarada Presidente José Eduardo dos Santos. Sim, isso mesmo. Camarada! Para que todos vão se habituando à ideia de que ele é, sim, um corrupto. E ninguém tem que ser torturado e perseguido por isso. Nosso desejo pela transparência dos Atos do Poder Público é maior que qualquer cargo. E se necessário pode valer uma Revolução!

Apelação emocional e patética, vindo do partido dos camaradas não oculta o fato de que ele ( JES) tem na testa, estampada, o carimbo do homem mais corrupto da nação, não protege ele de um fim que tarde ou cedo será a realidade de um país como Angola: de que os corruptos sejam julgados. Aqui implica tudo, o mau uso dos recursos públicos, desvio de finalidade das verbas públicas, o trafico de influência. E ainda, pôr a nação à beira de um perigo desnecessário. O perigo? A própria guerra de que só os outros são acusados de provocar! Não é a sociedade civil que está pondo o país à beira da guerra, é o próprio Estado e este governo, com a sua Governança, que produz ceticismo e desconfiança.


Não adianta usar aquele argumento ( o da guerra) e fazer uso do medo para ocultarmos a corrupção diante da nova geração de angolanos.

De que a oposição que temos não presta, é incompetente e oportunista, isso já sabemos. Mas se o MPLA quiser continuar no poder de maneira gloriosa, precisa se auto flagelar, precisa parar de dormir sossegado e achar que os problemas vão se resolver por si só, ou resolver-se com estradas e pontes mal construídas e superfaturadas, com ruas mal canalizadas ( sem esgotos e canalização fluvial), com bairros onde nunca chega a água e a luz. Ou ainda, com o desprezo, que já é uma tradição, à Sociedade Civil. O MPLA precisa saber combater o tráfico de influência sem aquele que está hoje na direção desse partido, porque é de lá onde pode se extrair o que há de pior sobre essa prática. É, ou não é? Ou será que devemos contar com o Jornal de Angola, e o procurador João Maria, para que nos apresentem as provas? Vai ser difícil acreditar que a turma de corrompidos e bajuladores terão alguma iniciativa para combater o mal do Estado Angolano: a Corrupção!

Vamos ver se quando o Primo Kadafi lá encima cair algum politólogo de esquerda vai dar uma boa justificação. Se existir explicação será pelo fenômeno em comum que existe entre Angola e aquele país; a corrupção e o desrespeito à liberdade do próximo por pensar diferente a nós. E olha que aqui no Sul e na região negra somos tidos como os melhores do mundo em vícios e bandidagens. Não se entende que num país, que noutro hora foi tido como exemplo do continente, a Líbia do respeitado Muammar Kadafi, o Coronel dos Coronéis”, tido como um país “livre”, possam existir mais de duzentos mortos só pelo fato, de pessoas livres, se manifestarem contra o regime. Que regime é esse que mata mais de duzentas pessoas numa manifestação pacifica? Pelo que conhecemos, temos certeza que a obsessão do MPLA em manter o poder não chega até aí: ver as ruas de alguma cidade no país ensangüentadas. Por isso, parem de invocar o discurso da morte! Não precisamos de espancamentos, precisamos de bom senso e escutar todas as partes. É preciso não esquecer que o país é de todos, mesmo quando só uns têm o poder.

O Kadafi não vai resistir no poder e olha que o regime dele é mais heróico e transparente que do MPLA. Essas horas ele já deve estar renunciando, e esperamos que o nosso “herói” não seja um covarde, como os outros que fazem as malas e saem correndo para gastarem aquilo que tanto desviaram ao longo dos seus mandatos, terminando em algum paraíso desses que só o mundo ocidental sabe oferecer aos prostitutos e aos corruptos.


E tem mais, não precisamos exagerar, direito de manifestação não leva à guerra em nenhuma parte do Mundo. Além disso, se a Constituição não dá só proteção ao nosso chefe vitalício e foi bem escrita em nome do Povo, então deve existir um direito de manifestação, que dê oportunidade a que as pessoas se manifestem. Por que tanta inquietação? Por que tanto medo às manifestações? Não foi acaso, há uns tempos atrás, alguns dirigentes desse mesmo partido ( o MPLA), que presentearam ao nosso Corrupto Mor uma manifestação de apoio, por algo que ele nunca pois na prática e até mesmo esqueceu nos seus sucessivos discursos. Alguém saiu por aí ameaçando os manifestantes ou alardeando uma suposta volta à guerra!? Liberdade, também, é a liberdade de se manifestar e de questionarmos tudo o que existe por aí. Principalmente o podre: a corrupção, a omissão, o silêncio que nos engana a todos transformando cada um de nós em cúmplice. Já não queremos mais ser cúmplice de um corrupto há trinta anos no poder.

Nós somos a favor de todas as formas de manifestações, desde que elas sejam pacíficas e que não estejam associadas ao Partido UNITA, estes últimos são os símbolos da guerra e do terror, que o poder usa para desqualificar a quem se opõe àquele corrupto. Por isso, desde aqui dissemos: Viva o MPLA, sim! Mas abaixo os corruptos! Abaixo os bajuladores de todas as formas e níveis! E nesse momento, e mais do que nunca, dissemos também: Angolanos de todos os “Partidos” e Correntes Políticas, Uni-vos Contra a Corrupção! E que levantem -e bem alto- a Bandeira de Angola ( e que façam do Agostinho Neto, entre os heróis desse país, o verdadeiro símbolo contra a corrupção). É imperioso que as Bandeiras a serem usadas sejam as bandeiras de Angola. Para que a manifestação não tenha caráter partidário e seja descaracterizada como uma manifestação de delinqüentes e terroristas Kwachas. E o Viva MPLA é algo que fica reservado a esse texto. Não adianta nesse momento pensarem que a Bandeira de Angola se parece a do MPLA. Se existir uma união entre os manifestantes este questionamento deve ficar ultrapassado e resolvido. É pela bandeira de Angola que devemos existir e quem sabe morrer! O resto é lixo que deverá ser lançado ao esgoto.

O maior erro da oposição angolana é afastar as conquistas do povo angolano, alcançadas até agora, como uma coisa alienígena dos seus objetivos. Enquanto isso for assim, os corruptos do MPLA, ou que se encontram nesse partido, serão invencíveis. Eles, os corruptos, vivem da marca desse partido histórico. Chegou à hora da oposição angolana deixar de ser inimigo do próprio povo que eles dizem querer salvar da corrupção. Se quiserem conquistar o povo e a nação, têm que conquistar seus símbolos e as suas conquistas.

Qualquer governo democrático pode ser contestado a qualquer tempo e momento, não está escrito em nenhum lugar que ganhar as eleições com 80% é sinônimo de governar de maneira absoluta. A governança de quem está no poder não é absoluta, está muito longe disso, pode-se dizer mesmo que é péssima, e assim pode ser e tem acontecido com a sua governabilidade.

Nelo de Carvalho
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Um Chamado Falso Para Uma Revolução


O infantilismo de cibernautas e alguns articulistas do club-k ao proclamarem a chegada de uma revolução para derrotar o “regime do MPLA ou de JES” chega a ser a presunção patética do ignorante que adotou a ideologia de direta para manifestar o ódio, que a burguesia mesmo no lado direito do monarca, numa posição mais intelectualizada, não o faz ou não se manifesta por uma questão de cultura e etiqueta. Etiqueta são os bons modos com que alguém deve se apresentar diante dos outros, usando os valores culturais que uma determinada sociedade e cultura nos incutiram. Ali, o monarca, não tem nada a ver com a zombeteria habitual, no sentido figurado, que de vez enquanto tem se feito com o nosso príncipe mor atualmente no poder. É uma alusão histórica sobre a Revolução Francesa ou ao Rei Francês, Luís XVI.
Lamento em dizer que a oposição angolana não tem cultura, nem etiqueta e está atrasada no tempo. Atrasada no tempo porque consegue confundir-se, e até às vezes alistar-se, a um grupo de ex-terroristas que até hoje não se arrependeram do que fizeram no passado. Esse alistamento queima qualquer iniciativa presunçosa tida como o início de uma suposta revolução. Até a diáspora com suas mensagens empurradas ao club-k é vítima dessa ignorância.

Uma oposição decadente como a nossa tida como um monstro onde várias cabeças se proliferam e renascem, e onde –um dos partidos- desperta o interesse ou chama atenção, não pela “força” que tem, mais pelo seu aspecto inerte. A UNITA é um monstro atravessado por uma adaga que dá medo pelo seu aspecto ou grau de fealdade ( vítima e objeto); um monstro derrubado. A UNITA é verdadeiramente um monstro de aspecto sobre natural, e o que nos dá medo é a sua sobre natureza, mesmo sendo um objeto morto. A UNITA como partido político é tão feia que jamais promoveria revolução alguma. A UNITA, de Samakuva e seus dirigentes, não têm estilo, não têm carisma para promover uma revolução de “formigas”, quanto mais de um povo de verdade, feito de carne e isso.
A suposta revolução esperada pela oposição angolana, entre eles a diáspora, mesmo nunca se concretizando, não passa de uma revolução dos bichos. Onde a essência seria substituir um bando de corruptos há trinta e cinco anos no poder por outra turma de oportunista de vampiros, que nesse preciso instante do regime do MPLA, aquela, o vampirismo, encontra-se hibernadondo.

Uma revolução, idêntica, protagonizada pelos descendentes das civilizações faraônicas, ou qualquer uma daquelas do leste europeu, transformadas em retrocessos históricos, não passa de uma revolução de bichos oportunistas, de animais sedentos de sangue. Peço desculpas ao povo Egípcio, estes talvez mereçam mais, que os hippies sem rumos do leste europeu, enganados pela Perestróica.

Angola não precisa de uma revolução. Angola o que precisa é de uma reengenharia estatal, que fortaleça as instituições e ajude a expulsar os corruptos do poder. E tem mais, uma reengenharia que ajude a valorizar e a posicionar o papel da oposição na sociedade angolana. E que a acabe com a polarização política entre o MPLA e o fantasma da UNITA. Aquele usando este partido para se legitimizar no poder, usando o savimbismo e o kwacharismo como causa da desgraça em que se encontram os angolanos. E têm toda razão!
Não precisamos de uma revolução, mesmo por que ela seria falsa, já que esta não teria princípios nem ideologias para se sustentar. Qualquer suposta revolução angolana nos levaria novamente a falsidade ideológica dos últimos trinta e cinco anos: em que todos eram comunista e no fundo se revelou que ninguém era. Os antigos comunistas no poder são os que hoje, além de roubar, defendem a propriedade privada como um modo de relação econômica superior a propriedade pública. A falsidade ideológica do passado está retratada hoje na corrupção, no cinismo e no silêncio de um estado que optou em defender o seu chefe mor tido como representante ou líder clarividente e inquestionável de todos os angolanos e acima de tudo que respira dentro dessa nação. Para derrubar este tipo de aberração não precisamos de uma revolução. Seria gastar energias de mais para pouca coisa. O sujeito, para ser derrubado, não precisa o esforço de uma revolução. Ele não vale tanto assim, e não é tão perigoso assim! E com tanto poder. Ele não vale nada, política nem historicamente falando. A corrupção tem neutralizado a sua função política e o papel na historia em que um dia o mesmo se posicionará. Só se for como corrupto! Mais do que isso não vai ser. Querer fazer uma revolução para neutralizarem tal sujeito é o mesmo que querer matar um mosquito com fogo de canhão ou morteiro.


A revolução angolana já foi feita em 1975 ( aquilo sim era uma Revolução de Verdade!) e triunfou. Agora só precisamos de um processo radical para saber administrar o que ela deve nos proporcionar. Para pormos a mesma nos carris correto.

Além disso, eu prefiro o discurso fidelista que diz: “Revolução se faz todos os dias, mantendo-la, lutando pela educação e a transformação do homem”. No nosso caso, nossa educação, é educar as pessoas para lidarem com a democracia e lutar por seus objetivos prioritários, como estes que vem na Constituição do Distrito Federal, entidade pertencente à Federação Brasileira e onde se encontra a Capital do Brasil, Brasília:

I - garantir os direito humanos assegurados na Constituição e na Declaração Universal dos diretos Humanos;
II – assegurar ao cidadão o exercício dos direitos de iniciativa que lhe couberem, relativos ao controle da legalidade e legitimidade dos atos do Poder Público e da eficácia dos serviços públicos;
III- preservar os interesses gerais e coletivos;
IV- promover o bem de todos; etc, etc.

A impossibilidade de se cumprir normas como estas não está numa suposta falta de vontade política daqueles que estão no poder ou do partido político no poder. Mas na incapacidade desse de reconhecer que a corrupção existe e ela deve ser atacada. Atacada de tal forma que o papel de cada um dos militantes dentro do Estado deve ser parametrizado por regras e normas bem especificada, desmistificando a suposta importância que uns têm mais do que os outros. Acabando com uma suposta ideologização na administração pública. Estado é Estado, partido político é partido político. Mesmo dentro do partido, o MPLA, pelo que eu tenho entendido, vendo os estatutos desse partido, depois da caída no Muro de Berlim, prefere não se identificar com nenhuma ideologia.

Eu tenho a certeza que o MPLA não é menos democrático que aqueles que estão na oposição e vice-versa, o MPLA pode ser e é o mais corruptos que estes, só porque estes ainda não chegaram ao poder. Assim, essa ambição dos políticos de quererem se dar bem com a coisa pública combatem-se com leis e normas que devem ser cumpridas por todos e não com revoluções promiscuías: Sonho irreal de um savimbismo, além de morto, decadente, tribal e primitivo. Só o africano burro e de mentalidade tribal pode enxergar revoluções onde não existem. É uma santa ignorância acreditar que uma UNITA tem condições de promover revolução alguma e agitar as massas.

A UNITA e seus admiradores estrábicos não são nem se quer os excrementos de uma revolução de bananas, quanto mais a própria revolução.

Uma revolução também se faz com protagonismo cultural e isso não existe por aí.

Pasme a falta de cultura dessa gente! Aonde vocês estudaram, no Minho, no Porto, em Coimbra?


Nelo de Carvalho
Nelo6@msn.com



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Onde estão os corruptos?

Um Governador de Luanda, recém empossado, político de grande influência no poder, tem a sua amante assassinada – uma das amantes! É um perfeito enredo para se criar uma novela policial, de crime, sexo e corrupção. E também é uma prova para se chegar a conclusão que a corrupção existe. Tão oculta e omitida por aqueles que mais têm a perder nesse país: o poder corrupto de José Eduardo dos Santos, e toda quadrilha de bandidos e larápios que rodeiam o chefe mor.

A pergunta é: será que esse ex-combatente está acima de todos e não pode ser acusado de corrupto porque andou combatendo no CIR ou lá nas matas do Maiombe? Será por que este foi treinado e modelado por Agostinho Neto ganhou direitos absolutos diante da nação inteira e que ninguém pode questionar o mesmo: sua capacidade, competência e até motivações políticas para continuar no poder? Já não se trata aqui de acusar o mesmo de corrupto. Mas de sabermos como esse tem lidado ou poderá lidar com este fenômeno. Se está mesmo preparado ou até se não tem o rabo amarrado a toda sujeira que lhe rodeia. É preciso não esquecer que nosso “Capitão Mor” é o chefe de um clã – pai de vários filhos, tio de vários sobrinhos ou parente de tantos parentes- que se deram no direito de estender seus tentáculos ambiciosos em todos os ramos da economia angolana. E fazem do tráfico de influência a escada precisa para se subir nos Céus. Os Céus, o paraíso, para essa gente é simplesmente terem o controle de tudo e terem a oportunidade de zombarem de uma nação inteira que até hoje viveu na sombra do engano e da falsidade ideológica. O passado não vale nada para essa gente, que aprenderam, sem peso de consciência, a burlarem do mesmo. Isto está refletido na emersão auto promovida sobre os escombros de uma sociedade sofrida e, hoje, assustada de boca aberta, diante de um suposto êxito daquele clã. Que fazem do estilo de vida que levam a mensagem de uma ideologia irritante, reacionária, desumana que a burguesia pode se dar o luxo – no pódio, depois desses trinta e cinco anos- de esfregar em nossas caras. E ainda dizerem ( essa é a verdadeira mensagem de sempre) que nós os milhões de angolanos devemos ser como eles, ou seguir o exemplo deles, é só “trabalharmos como eles têm trabalhado”.
Só faltou perguntar aquele clã, quanto dos nossos pais, tios, ou amantes de nossas mães nesse país são Presidentes da República?

Tem alguém no MPLA que pode dar explicações plausíveis diante de evidências cabeludas de que até que ponto o nosso “querido” corrupto tem competência para continuar a lidar com a corrupção e definir os destinos do país? Não se trata de ter legitimidade, o fato é que ele é um corrupto. Um corrupto, talvez admirado, pela imaginação mística e corrupta do imaginário popular africano: o homem de aspecto bonito, de poucas palavras e que se deu bem pela sorte milagreira a que nós os africanos envolvidos pelos “espíritos” dos antepassados estamos expostos.
Supondo que ele esteja livre de qualquer envolvimento, direta ou indiretamente, o que chega a ser impossível, mas vamos supor que ele é um verdadeiro inocente longe de todos os crimes que a máfia de políticos angolanos têm cometido. Se é inocente qual o papel dele no combate a corrupção, em que ponto do espaço e do tempo ele está posicionado?

É preciso não se iludirem. O combate a Jonas Savimbi e a manutenção da paz não pode ser o anteparo que da cobertura a um “herói” transformado em corrupto e delinqüente, rodeado de vícios, engolido pela preguiça, o conformismo de nunca ter feito nada e encobrir-se ou travestir-se no criador da obra que pertence a todo um povo: O heróico povo angolano!

Para aqueles que há anos vivem dizendo que é preciso provas para se dizer que em Angola existe a corrupção. Além do cenário montado, as provas estão aí, os crimes existem, o objeto questionado também –os milhões de dólares desaparecidos todos os anos nos cofres públicos, somem- só falta mesmo encontrarem os criminosos ou os corruptos, que, com certeza, a maioria deles está aí no Governo, no Governo do MPLA, dirigido por José Eduardo dos Santos. Só é preciso coragem para acusar essa gente de corruptos.

José Eduardo dos Santos é o homem que se especializou em se inocentar e ver como culpado, de maneira covarde e cínica, os subordinados que vivem bajulando o mesmo. É típico do príncipe mal agradecido, que se refugia de trás dos súditos para salvar o que tem de pouco: coragem, honra e dignidade para assumir seus erros. Isto não constitui uma análise proveniente do ódio, algum tipo de raiva e muito menos pela luta de poder. Quem está aqui ( Nelo de Carvalho) está longe do poder, da mesma forma que a morte está tão longe da vida, aquela não converge nessa, nunca!

É uma vergonha, Senhor José Eduardo dos Santos! A que ponto chegamos, a que nível!? Faça como os bons jogadores de boxe, quando não agüentam mais a pressão – a porrada!- jogam a tolha no ring.

Para mim, que já tive época que tanto o admirei- mesmo com infinitas dúvidas-, é uma pena ver agora você se desgastando no poder. Tornar-se inglorioso e o saco de pancada de uma sociedade que precisa se reestruturar.

Não duvide! Se continuar assim vai chegar o dia em que você vai encontrar-se sozinho. E sentira, talvez, pela primeira vez em sua vida, a dor dos poetas. Que consiste em fazer uma grande caminha, fugindo da solidão e no final do caminho ainda se encontrar sozinho.


“Y jamás como hoy me he vuelto a ver me solo en todo mi camino”- César Vallejo

Muitos de nós já nos sentimos assim há muito tempo. Porque perdemos o direito de termos uma pátria de verdade; porque muitas vezes fomos humilhados e esquecidos por aqueles, que por direito e dever, deveriam nos defender, nos abraçar, nos acariciar; porque vivemos de promessas ao longo desses anos todos, sonhando com um país que até hoje para nós não deu certo; porque o oportunismo e a fé cega na ganância de certas pessoas ceifou o nosso direito de doarmos o que melhor tínhamos a dar ao nosso povo.

Esse talvez não seja o seu caso, mas não se esqueça que o poder é uma das coisas que torna os homens solitários; e, o pior, teimosos, na pele de arrogantes e prepotentes.

Você já está nesse caminho!


Nelo de Carvalho
Nelo6@msn.com
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Quem Será o Próximo a Chegar nos Extremos?

Como um zumbi Mubarak insiste em sair do túmulo, é uma verdadeira múmia que depois de tanto tempo insiste em infernizar a vida de quem está vivo e lúcido. É o ser  que chegou aos extremos.

 Nesse mundo dos vivos e dos mortos quem será o próximo cadáver a infernizar nossas vidas?

 A pergunta vale  também para aqueles que ainda se sentem vivos no poder, mas que dá para notar que à medida que o tempo passa têm o aspecto cada vez mais moribundo que retrata um finado em véspera de sua morte. Quando chegam a esse ponto transformam-se num verdadeiro cadáver político que todos gostariam de se livrar, a trama  é dos vivos rejeitando um cadáver.
 Os vivos   aqui, rejeitando aquele cadáver, compreendem dois tipos de seres: os que há anos já descobriram a degradação, mesmo em vida, daquele que hoje é o cadáver;  os outros são aqueles, que mesmo descobrindo tal situação, fingiram, omitiram e fizeram do mal,  a doença, do moribundo parte do ambiente ou o meio propício para se chegar a fins escusos.  Os primeiros podem ser considerados os milhões de jovens e cidadãos que  andam pelas ruas do  Cairo ou de  uma das qualquer cidades sufocadas e angustiadas pelas injustiças sociais. Os segundos são aqueles, que quer no passado, como no presente, andaram apoiando o difundo em todos os seus malabarismos de sobrevivência.

  Mubarak é como muitos ditadores por aí que se sentem essenciais e salvadores da pátria. Mubarak é um cadáver político, que ninguém sabe como enterrar o mesmo. Todo mundo cospe em cima dele. Mubarak fede! Mubarak é como excremento jogado na calçada de uma rua onde habitualmente passam muitos e vários pedestres. Todo mundo se esquiva, da a volta e olha longe e noutro lado. Mubarak da pena! Se fugir, sair por aí onde achar que deve ir, será caçado. Mesmo velho como é ninguém vai sentir pena dele.

Alguns vivos, ou os que acreditam estarem vivos, mas na posição que aquele cadáver um dia já esteve, vão pelo mesmo caminho. Chegará o dia que não haverá Partido Político nem passado histórico que lhes vai salvar.
Assim é o caso do infeliz  Hosni Mubarak, um velho de 82  anos, arrogante e presunçoso, que acreditava até que seu filho tinha condições de o substituir. Este notou o estado paranóico de seu pai, afastou-se como conseqüência do fedor nauseabundo que aquele transmitia.

Quem será o próximo protagonista a cair em tal situação ridícula?

Nelo de Carvalho
nelo6@msn.com
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Visão Crítica

Eu não sabia disso. Até lepra em Angola tem. Já não bastasse o fato de sermos um povo de doentes caraterizados por doenças como o paludismo e a cólera. Agora dizem também que somos um povo de leprosos.


O pior é que quem se assusta diante disso é tido como maluco, delirante, acusador mal educado. A notícia foram eles mesmo que deram, ou melhor, o comitê de mais alto poder de bajulação que existe nesse país: imprensa pública e assessores. Eles se esquecem que tudo que anunciam -mazelas e desgraças-, mesmo quando não é a intenção, pode ir contra o monarca a quem tanto reverenciam.

Nesses anúncios e notícias, vindo daqueles canais, que todos já soubemos, só falta a visão crítica, sempre coibida pelo medo e a covardia de perderem privilégios.

Quem diria! A tese marxista é infalível: “Qual quer revolução ao longo dos tempos cria os seus reacionários”. Esta revolução aí, a proclamada em 11 de Novembro de 1975, não precisou ir ou chegar muito longe. A proposito, ela não só criou os vermes que hoje temos por aí encobrindo a corrupção. Ela se declarou a si mesma como reacionária antes mesmo que os sinos tocassem por ela.

O badalar dos sinos que enganam milhões de angolanos, o eco confuso produzido por aquele material estrondoso e timonado por essa corja de corruptos deve também ser denunciado aqui na internet.

Aqui no club-k!

Nelo de Carvalho
http://www.blogdonelodecarvalho.blogspot.com/
nelo6@msn.com

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Isto é muito grave!


Mas o que não é grave em Angola? A omissão pela imprensa e o próprio governo, de que o BNA foi assaltado? A omissão de tudo que é informação sobre  o desmantelamento de uma quadrilha dirigido por um comandante de polícia, que poderia ser denunciado a opinião pública em  menos de quinze dias? Ou o “boato” verossímil  de que o presidente nomeou um alto funcionário do governo, de nacionalidade estrangeira  para trabalhar ao serviço do Estado Angolano.

Chega a ser uma tradição colonial, um resquício de sobrevivência que o Império Colonial Português, atrasado e subdesenvolvido, até na hora de redistribuir o bolo entre os seus  miseráveis, incutiu e criou entre suas populações de crioulos ( delineadas entre os limites, Portugal, Cabo-Verde, São - Tomé  e Angola), sempre racistas para com o resto dos povos do continente, de que Angola é a casa da mãe Joana, a casa das oportunidades, o bordel, o prostíbulo, a prostituta sempre em disposição  libidinosa. Ou, ainda, de que Angola é a grande vagina ou útero em disposição para receber a todo mundo. 
Nada é grave nesse país. A propósito, vivemos num país onde não existem corruptos. Só existem calunias e difamações contra estes; só existe uma oposição barulhenta e rancorosa, inspirado  por um povo de pobres e miseráveis invejosos que não deixam jamais aquela turma de “corruptos” trabalharem.  Com relação ao trabalho, é a turma que tudo faz pelo povo; a turma a que todos  nós devemos, a turma dos heróis.

Nada é mais  grave nesse país, que não seja o discurso acusador de milhões de angolanos! Gravidade é desvendar os segredos e silêncios de quem está no poder neste país.

É do silêncio, que paira como uma foice em nossos pescoços, que nascem todas as contradições do governo Angolano, contradição que eles tentam empurrar com cinismo e gosto à turma de “clientes” e críticos a  que eles costumam vender os seus produtos: sua forma caótica, miserável e sem vergonha de governar uma nação.

Em trinta e cinco anos de poder, o Governo especializou-se em sair bem dentro do silêncio  e dos segredos que  só o mesmo sabe criar por conveniência. Para estes,  o silêncio é como uma fumaça que encobre  o que se deseja desvendar ou descobrir. Torna tonto e idiota quem se atrever a descobrir o que existe dentro daquela fumaça, mesmo quando o que existe lá dentro chega a ser evidente e algo claro. É uma verdadeira estratégia, a  estratégia do vagabundo, do falsário e mentiroso que se especializou para tudo, incluindo, em dizer a pessoa como nós de que “mensagens vindas da internet – e nisso inclui o Club-k- não podem ser usadas para se formar opinião e escrever uma crônica como essa”.

Quem é que disse a essa gente que os milhões de  angolanos noutro hora enganados com o socialismo real africano, sujo, moribundo, decadente e que nunca deu certo em nenhum  país, agora precisam da verdade verdadeira vinda de uma democracia estabelecida por uma gang de dar inveja a Camorra ou os felizes gângsteres das ruas de Chicago nos anos vintes e trintas do século passado?
Quem disse, que existe compromisso em nós de acreditar nesta mentalidade  de dirigentes políticos, que vivem confundindo capitalismo com o bandidismo Russo; um bandidismo inspirado na Perestróica Soviética, que lançou e vomitou  ao mundo o que melhor pode existir num Baú de desejos proibidos, onde a chave  e o cadeado daquele Baú foram os oitenta anos de Comunismo Soviético?

A paranóia governamental angolana, no seu egocentrismo, arrogância e prepotência, vive convencida de que seus críticos  são um bando de ovelhas desesperadas e doentias em atacar o que eles conquistaram com suor, esforço, sangue e energia “individual” ( hoje já nada se faz em nome do povo), por isso qualquer ato bizarro no poder se justifica. É a pura e simples manifestação da ideologia burguesa: “fazer com que  as minhas conquistas individuais sejam respeitadas, admiradas  e assimiladas por todos” ( mesmo quando atrás de cada conquista o que houve foi a inspiração da mentalidade bandida, o delinqüente transvestido em comunista exemplar). Só falta mesmo vir ao público um dia dizer que nunca foi comunista. Quem sabe até, assim valeria a pena,  e nos livraríamos de uma falsa eterna, jamais visto neste  país.

  A impressão que se tem é que o país, a nação, perdeu a sua dignidade. O nome dos angolanos e de Angola fora ou dentro desse país hoje não vale nada. Valem os atos, os vícios e a estupidez daquele, ou aqueles, que estão no poder.

Vale a fanfarronice!

Nelo de Carvalho
WWW.blogdonelodecarvalho 

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(Tunísia, Uma Analogia com Angola!?)

Perfume de Jasmim ( Tunísia, Uma Analogia com Angola!?)


Gianni Carta

24 de janeiro de 2011 às 10:23h

O exemplo da revolução dos jovens que varre o país ameaça espalhar-se por todo o mundo árabe muçulmano governado por tiranos. Por Gianni Carta. Foto: Fred Dufour/AFP

Matéria da edição impressa publicada na última sexta-feira 21

O exemplo da revolução dos jovens que varre o país ameaça espalhar-se por todo o mundo árabe muçulmano governado por tiranos

Refugiado na Arábia Saudita desde sexta-feira 14, o ex-líder tunisiano Zine El-Abidine Ben Ali, deposto após 23 anos de ditadura, certamente assiste, estarrecido, às recorrentes imagens televisivas de sua Villa saqueada e vandalizada, e da piscina na qual por alguns dias em águas turvas navegou entre escombros um colchão. Outras imagens da Revolução do Jasmim, estas infinitamente mais importantes para o futuro da Tunísia – e com consequências para o mundo árabe muçulmano dominado por tiranos – mostravam na quinta-feira 20, o centro da capital ainda repleto de jovens. Isso a despeito de Ben Ali ter sido deposto.

Os motivos pelos quais esses tunisianos continuam a ocupar as ruas são os mesmos que podem levar jovens em países como Argélia e Jordânia a tomar iniciativas para depor seus líderes: alto nível de desemprego, sobretudo para os jovens, pobreza e a corrupção dos dirigentes. E confiantes com a deposição de Ben Ali, os tunisianos continuam a servir de exemplo: reivindicam mais medidas democráticas do governo interino de unidade nacional.

Em reportagem realizada pela rede de tevê Al-Jazira ficou claro o seguinte: os eventos em Túnis transcendem a região do Magrebe. “Se os regimes árabes muçulmanos não conferirem direitos aos seus povos, terão o mesmo fim do regime tunisiano”, disse uma entrevistada pela rede baseada no Catar. Jovens inspirados pela Revolução do Jasmim, da chamada “geração Facebook”, manifestaram diante das embaixadas da Tunísia no Cairo e em Amã. Um editorialista­ ­argelino escreveu sobre “a lição tunisiana”.

Certamente assustado, o governo da Jordânia nesta semana investiu 150 milhões de euros para baixar os preços e criar empregos. Menos generoso, o eterno líder egípcio, Hosni Mubarak, de 82 anos, pediu aos seus ministros para pararem de se manifestar sobre a crise na Tunísia. Truculento, Muammar Kaddafi, desde 1969 no leme da Líbia, declarou antes da fuga de Ben Ali: “Eu não espero que ele fique somente até 2014, mas até o fim de sua vida”. Ben Ali havia dito, no começo da revolta, que não se candidataria ao sexto mandato presidencial.

Após um mês de manifestações iniciadas depois de um jovem diplomado ter se incendiado quando a barraca onde vendia legumes foi confiscada pela polícia, as reivindicações exigidas pelos tunisianos ganharam cada vez mais peso. Pressionado, o governo interino do premier Mohammed Ghannouchi, aliado de Ben Ali durante os últimos dez anos, fez inúmeras concessões. Na quinta 20, a questão-mor a motivar os jovens a dar continuidade às manifestações era a renúncia do governo de unidade nacional de todos os ex-ministros do Rassemblement Constitutionnel Démocratique (RCD), legenda­ do presidente deposto. Foram nomeados para o governo interino ex-ministros de Ben Ali, inclusive em pastas-chave como as do Exterior, da Defesa e do Interior. Mas membros dos partidos de oposição ditos legais, e até um blogueiro de 33 anos e um dos líderes da revolta, também foram incluídos no governo de transição. Ghannouchi prometeu eleições livres dentro de no máximo seis meses.

De todo modo, quatro ministros da oposição logo pediram demissão por causa da presença no governo de integrantes da agremiação de Ben Ali. Certamente escuta­ram os gritos da rua, caso contrário por que teriam aceitado seus cargos se cientes da presença de benalistas no governo de transição? Também ouviram as demandas dos jovens o premier Ghannouchi e o presidente interino Fouad Mebazaa, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e os ministros com passado benalista. Todos deixaram o RCD. Era compreensível a reivindicação dos manifestantes. O RCD conta com mais de 1 milhão de afiliados, ou seja, um em dez habitantes da Tunísia tem a carteirinha da tentacular agremiação clientelista. Por terem deixado a ­rede, os ministros do governo de unidade nacional esperavam aplacar a ira dos jovens. Não houve trégua, os manifestantes insistiram nas suas reivindicações por um governo livre dos aliados de Ben Ali.

Simbolismos não escasseiam nessa revolução. De saída, o nome: Revolução do Jasmim em tese pressupõe um levante com intenções pacíficas. Embora não tenha sido, por ora, um banho de sangue, cem pessoas perderam a vida pela causa. O jovem que se incendiou na Tunísia inspirou outros em países como Argélia, Egito e Mauritânia. Políticos a simbolizar continuísmo devem renunciar. Outro símbolo da injustiça do sistema era a corrupção ­de responsabilidade da segunda mulher de Ben­ Ali, a ex-cabeleireira Leila Trabelsi, de 53 anos. Segundo um telegrama diplomático enviado pelo embaixador americano na Tunísia e divulgado pelo site WikiLeaks,­ Trabelsi era a líder de um clã semimafioso, formado por seus dez irmãos, que controlava a economia do país. Um empresário de qualquer setor não poderia fazer um investimento na Tunísia sem molhar as mãos de algum dos integrantes do clã.

Enquanto isso, o povo lutava contra o alto preço das commodities para poder comer. Atualmente em Riad, ao lado do marido, a ex-primeira-dama consola-se com a 1,5 tonelada de lingotes de ouro, ou 54 milhões de euros, que a acompanhou na fuga. A informação é do Le Monde. Detestada pelo povo, Leila é, em boa parte, responsável pela deposição do marido.

Era a seguinte a questão premente no dia 20: o povo se contentaria com a saída dos ex-integrantes do RDC do governo? “Revoluções jamais satisfazem as esperanças de todas as pessoas”, retruca Ali El-Baz, coordenador da Associação de Trabalhadores Magrebinos da França (ATMF) (quadro). O sindicalista de 58 anos nascido na Tunísia, mas residente na França há 35 anos, se diz inquieto. “A situação é instável, e é preciso pensar num governo de transição e de pós-transição.”

El-Baz parece não descartar a presença de “um ou dois” benalistas no governo de transição pelo seguinte motivo: líderes da oposição, mantidos às margens do mundo midiático e político desde a independência da Tunísia da França, em 1956, precisam da experiência governamental dos benalistas. Mas na pós-transição o ideal seria ter somente políticos da oposição sem elos com Ben Ali. Caso contrário, a Revolução teria sido inútil.

Nesse clima tenso, os dirigentes fazem o possível para acalmar os manifestantes. Num discurso televisionado no dia 19, Mebazaa já havia prometido uma ruptura total com o passado. A mídia e o Judiciário ganharam liberdade, e a prioridade seria dar anistia para prisioneiros políticos. Mebazaa falou em uma “revolução pela dignidade e liberdade” do povo.

Justiça, ademais, estava sendo colocada em prática. Se Ben Ali e sua segunda mulher haviam conseguido escapar, outros integrantes do clã mafioso não tiveram a mesma sorte, à exceção de um dos irmãos Trabelsi, que fugiu para Roma, e do poderoso genro Sakher el-Materi que já estava a salvo no Canadá quando começou a Revolução. Um sobrinho de Leila, envolvido no roubo de três iates na França, incluindo o de um banqueiro francês próximo a Nicolas Sarkozy (os iates foram repatriados, mas somente os comparsas na França foram julgados), foi morto por alguém empunhando uma arma branca. Outro Trabelsi chegou a subir a bordo de um avião, mas o piloto, agora herói nacional, recusou-se a decolar.

Mais de 30 integrantes da família de Ben Ali foram pegos no dia 20. Tentavam fugir com joias e ouro e serão julgados por suspeita de crimes contra a Tunísia. Procuradores tunisianos buscam localizar os bens da família Ben Ali no exterior, contas bancárias foram congeladas, inclusive na Suíça, bens da família já foram confiscados também no estrangeiro. Serão julgados os responsáveis pelo massacre de cem manifestantes, em grande parte pela guarda presidencial de Ben Ali. Felizmente, surgiu outro herói, e este decisivo, o chefe do Estado-Maior do Exército, Rachid Ammar, que se recu­sou a atirar contra a multidão e chegou mesmo a posicionar tanques entre a guarda presidencial e o povo.

Ironicamente, Paris defendeu o tirano até sua fuga. Desde a chegada ao poder de Ben Ali, em 1987, após um golpe de Estado contra seu predecessor, Habib Bourguiba, chamado de “pai da independência”, a França apoiou o ditador. Oriundo de família pobre de 11 filhos, Ben Ali fez carreira militar. Logo se especializou em segurança militar, e em 1980 era embaixador da Tunísia na Polônia. Em 1987, tornou-se primeiro-ministro, cargo que acumulou com o de ministro do Interior.

A vitória na Argélia da Frente Islâmica de Salvação (FIS) no pleito de 1990 assustou a comunidade internacional. Ben Ali eliminou o movimento islâmico no seu país, as potências ocidentais respiraram aliviadas. E após o 11 de Setembro de 2001, Ben Ali se tornou um déspota ainda mais necessário na guerra de George W. Bush.

Para Nicolas Sarkozy e seus antecessores, melhor um déspota laico que um fundamentalista na Tunísia, ex-protetorado francês de 1881 a 1956. Em visita ao país­ em 2008, Sarko surpreendeu os bem informados ao elogiar o governo por expandir as liberdades. Por sua vez, Dominique Strauss-Kahn, o chefão do FMI, tido como o socialista mais habilitado a derrotar Sar­ko em 2012, chegou a comentar que a Tunísia era modelo para países emergentes. Nos lances finais do enredo, a chanceler francesa Michèle Alliot-Marie ofereceu a Ben Ali ajuda policial. Sorte in extremis para Sarko: desviou as flechadas lançadas pela mídia para outro alvo, Alliot-Marie.

O presidente agora encoraja a democratização da Tunísia. Após mais de duas décadas sob a ditadura, a oposição foi dizimada e agora tem pela frente um árduo trabalho ao se preparar para as eleições. Moncef Marzouki, ex-presidente da Liga Tunisiana de Direitos do Homem, exilado anos a fio em Paris, será candidato à Presidência. Mas pouca gente o conhece na Tunísia.

Gianni Carta

Gianni Carta é jornalista, correspondente de CartaCapital em Paris, escreve sobre coisas da vida do Hemisfério Norte.

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Sobre o Decreto Presidencial 135/10

A corrupção em Angola não começa de cima nem debaixo, também não se pode dizer  que a mesma varia à medida que nos deslocamos em sentido vertical ao longo da pirâmide.  Para defendermos o que aqui escrevemos podemos dizer  que ela tem a mesma intensidade em todas as direções deste poliedro.   Em Angola, se é tão corrupto  desde o “mwata”, chefe, até o cidadão que pertence a classe "E", tido também como cidadão de quinta categoria, aquele que, por exemplo, vive da candonga. E para salvarmos a pele de certos indivíduos e não sermos infinita e cruelmente injustos, é este sujeito, o candongueiro, o muambeiro, que tem inspirado alguns discursos  que levam a constrangimento.  Uma vergonha só comparada com aquela da avestruz, que dizem que a mesma é capaz, por algum motivo, de enterrar a cabeça   na areia. Não sabemos se é por "vergonha", ainda assim, quem pronunciou tal discurso como aquele de que “em Angola nenhum funcionário público  vive só do salário”, em algum momento pós discurso, alertado ou não por algum assessor, tenha sentido vontade de imitar a ave .  

Este Decreto, 135/2010, está longe de ser polêmico, só vê polêmica no mesmo aqueles que se habituaram a fazer da vida  o conjunto de facilidades que põem em risco a vida do próximo, que desrespeita a própria existência humana e como consequência o direito de se viver numa nação digna. 

É impressionante como o angolano é capaz de defender o que há de mais pior no submundo da miséria criada pela guerra e a própria corrupção com o objetivo de defender seus instintos animais. Dizer que a importação de carros velhos ajuda alimentar nossos filhos, mulheres e quem quer que seja é o retrato, precisamente, deste lado bicho que nos prende à miséria e ao subdesenvolvimento, que, às vezes, é usado pelo estrangeiro para nos caracterizar como seres humanos de uma “espécie” inferior.
 O Decreto 135/10 contraria precisamente aquela atitude descrita no segundo  parágrafo e põe em prova, ou seja, libera toda a manifestação egocêntrica e egoísta do cidadão angolano, tido como kazukuteiro, muambeiro, sacoleiro,  desordeiro, traficante de produtos ilegais e, o pior ainda, um comerciante vagabundo e sem escrúpulos, que não sabe respeitar o consumidor, que acha que qualquer atitude vale a pena para se ganhar uns míseros trocados. E até mesmo sobreviver, diante do  caos que saiu fora de controle de todas as instituições ( ou simplesmente o Estado).

O Decreto Presidencial que proíbe a entrada de carros com mais de 3 anos para carros e 5 anos para caminhões chegou em hora certa. Se atrás de um carro velho poluindo as  Cidades do País inteiro existe a fome de uma família a ser matada, igualmente, em todas as direções onde esse carro vá existem centenas de milhões de pulmões a respirarem gases tóxicos produzidos por excesso pela condição daquela máquina velha e caduca. Aqueles que defendem a entrada de carros velhos no país  por motivos econômicos pessoais deveriam entender que um carro velho é um verdadeiro lixo despejados pelos países ditos desenvolvidos nos países do terceiro mundo. Um carro velho desafoga as lixeiras da Europa Velha e vem entupir as estradas mal construídas do continente africano, provocando mais engarrafamento e poluição. Um carro velho coíbe investimentos estrangeiros que poderiam vir de qualquer lugar do mundo e que pudessem dar empregos a milhares ou até milhões de angolanos, que é o que verdadeiramente mataria a fome de todas as famílias angolanas.

Um carro velho só dá  lucro -se dá!- a um número reduzido de supostos pais de famílias, poligâmicos, que fazem da candonga e da especulação objeto de  exploração até mesmo contra seus seres queridos,  e com o dinheiro que ganham  seduzirem mulheres estúpidas e ignorantes.

Se a regra é combater a corrupção, então vale combater a mesma em todos os níveis da pirâmide.Assim, deixem o chefe acertar pelo menos uma vez ao longo desses 30 anos.   

Que se cumpra o Decreto, 135/2010!


Nelo de Carvalho
WWW.blogdonelodecarvalho.blogspot.com

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O Meu Voto de Confiança ao Procurador Herculano Chilanda (no Namibe)

A luta contra a corrupção, a bajulação e o “chinelismo” tem ganhado simpatias de alguns intelectuais e profissionais, ainda que de maneira tímida, o que demonstra que vivemos num regime onde se fomenta o medo e as ameaças. O medo de ser acusado de se deixar de ser o que se foi no passado, alinhado condicional da subserviência dos chefes irremovíveis nas suas posições de poder; o medo de ser considerado infiel a princípios políticos partidários já ultrapassados  e que só serviram como enganação. As ameaças estão sempre catalogadas nas punições provocadas na inexistência de um Estado de Direito e conduzidos por hábitos e culturas forjadas pelo estilo corrupto de se governar. 

Esses são os fenômenos existentes numa Angola de  hoje, que finge ser de todos, numa Angola em que muitos em vez de ganhar esperanças perdem cada vez mais, mesmo com o  fim da guerra. Uma Angola que no passado, mesmo difícil, gerava otimismo a milhões de angolanos, hoje, mesmo estando diante das vacas gordas, gera desconfiança. Porque aquela vaca que engorda cada vez mais é patrimônio de uns poucos.
  “ A humanidade, qualquer cultura ou civilização mesmo estando condenada um dia a “desaparecer”, ela não é suicida”. As esperanças para um povo como Angola  não estão só na quantidade de edifícios e prédios que o poder financeiro vem construindo e demonstrando o quanto mesmo é eficaz. Não estão na quantidade de dos automóveis de luxo que alguns ricaços ostentam. Está, também, no profissionalismo daqueles que valorizam a função pública, mais precisamente, as leis; está na cultura e na educação de seu povo. Esta cultura e educação que hoje têm há ver com as reivindicações dos direitos cívicos,  a democratização da sociedade e de todas as suas instituições.

Se o Tolerância Zero foi o fiasco do ano, vindo do funcionário público mais popular do país, quem sabe a iniciativa do Promotor Chilanda esta aí para valer e nos dizer mais do que palavras. Infelizmente,  esta é a nação em que não se aceitam grandes iniciativas vindo daqueles que são subordinados e que não possam ter simpatia dos mais “velhos” ou de supostos chefes. Até parece que uma nação, “moderna”, como  Angola pode ser governada como se fosse uma tribo, onde só um bando de velhos caducos vivem assustados  com o que é novo e moderno. Vivem assustados com as iniciativas dos mais jovens, pior quando as mesmas põem em perigo seu stau quo ou o velho estilo moribundo de se sentar numa cadeira para se dar ordens a todos.
 Não é segredo para ninguém que o combate a corrupção é missão de todos, mas entre esses todos, existe um regimento que deve estar  na frente de batalha: o poder Judiciário, comandado pelo Ministério Público, com os seus “chefes de guerras e estrategas” , os Promotores Públicos. Todos longe da contemplação “clarividente”  daqueles que fizeram da adoração dos subordinados seus modos de existirem. E, quando existir alguma contemplação, esta que  seja da opinião pública. A iniciativa daquele promotor pode ser a prova de que estamos  cansados de tanta mediocridade e falsidade, entre eles, elogios falsos,  os sempre e  as constantes personalidades do Ano. E para não dizer personagens que já nascem predestinados para certas coisas, só porque tiveram a sorte de nascerem longe da miséria que caracteriza os cidadãos de uma nação inteira.

Todos eles, os órgãos do Judiciário, mereceriam autonomia e independência, dada pela Constituição, principalmente, o famoso TCU, que tem um presidente ocupando o mesmo cargo há mais de nove anos, ridículo e pantomímico. Autonomia e independência que consistiriam na nomeação dos  seus  chefes  de uma maneira que o poder  excessivo dado ao chefe do executivo, de nomeação e exoneração, fosse diluído entre os três poderes, facilitando assim o combate a corrupção e a independência profissional de quem estaria a frente de cada órgão do poder mencionado ( o Judiciário) e de todos os funcionários públicos. Isso ajudaria a promover instrumentos e técnicas de combate à corrupção. Elas só não surgem mais, porque profissionais destas áreas têm medo de pôr em risco suas carreiras  e destinos, já que terão que enfrentar generais arrogantes e todos poderosos nas peles de heróis nacionais que andaram travando batalhas nas Chanas do Leste, nas florestas de Maiombe, Kifangono  e Kuito Kuanavele.

É aqui, que sabidamente deve surge o reconhecimento do papel da imprensa privada, livre ao serviço da nação, já que, para sermos sincero, não se pode esperar hoje nada da imprensa pública que temos, enquanto não houverem leis que transformam os diferentes setores dessa mesma imprensa (Jornal de Angola, Rádio Nacional de Angola e Televisão Pública de Angola) em verdadeiras autarquias. O que são autarquias? São empresas públicas totalmente autônomas e independentes dos órgãos da Administração Direta, os órgãos a que  elas, por lei, merecem prestar contas orçamentárias e administrativas. E que por competência legislativa aquele órgão exige o comprimento da lei estabelecida e que ajudou a criar tal autarquia. No Brasil, autarquias geralmente são criadas por leis. A nomeação de cada um de seus chefes é feita de maneira indireta, às vezes, por uma eleição interna da própria instituição, onde entre um número n dos primeiro eleitos é nomeado pelo  Chefe do Executivo com aprovação do Poder Legislativo. Ou seja, dá para ver que o famigerado chefe do poder executivo não tem poder absoluto na nomeação dos cargos públicos comissionados que ele tem de direto ao exercer o seu cargo.

Em Angola isso não acontece, além de não existirem os concursos públicos para o funcionalismo, o cargo de um simples funcionário público de nível mais baixo, na base da pirâmide, pode depender também da boa vontade do Presidente da República ou do Governador da Província. O que prova  que estamos muito longe de ser um Estado de Direito, onde todos devem estar submetidos as leis. Prova ainda que o combate a corrupção é uma falsa, tudo não passa de boas intenções de quem está no poder. Já que por demonstração, quem executa os atos,  e, por lei, quem  manda executar, não tem condições de inspecionar o que foi programado para se fazer. Em outras palavras, o governante, administrador ou o gestor não pode ser o “auditor”, às vezes,  sem poder e independência para combater a corrupção. Uso aqui a palavra “auditor” para incluir todos aqueles que por lei têm a missão de combater e evitar a corrupção: juízes, promotores, funcionários do   Ministério Público,  o Corpo de Polícia e em geral os órgãos instituídos para isso. Sem esquecer que o combate a esse cancro é responsabilidade de todos os cidadãos.

Precisamos acabar com está mentalidade de subordinação, de que para se ir atrás de provas é necessário esperar a autorização do chefe acima, que geralmente vem como vontade discricionária, de que “faço se quer e quando quer”. É preciso criar mecanismos legais que ativem por comando e de maneira automática a busca de provas contra os corruptos. Às vezes, uma simples denúncia anônima é mais do que suficiente para se desencadear uma investigação criminal, sem, necessariamente, incriminar individuo algum, mas quando esse surgir levar-se em adiante um processo contra o mesmo. Deve existir sim uma caça à corrupção e ao corrupto, o que não se pode interpretar como caça às bruxas. Numa caça às bruxas já se sabe quem é o “bruxo” de antemão; numa caça ao corrupto às vezes não temos nem necessidade de sabermos quem é o corrupto. Simplesmente, investiga-se, pesquisa-se, seguem-se as leis, faz-se que as mesmas devam ser cumpridas, auditam-se os procedimentos. E, com certeza,  cada um dos passos feito de maneira impecável e profissionalismo ajuda a que se chegue a um resultado, objeto e sujeito, se existir, respectivamente: a corrupção e o corrupto.

Também, não é possível aceitar o slogan cínico e parvo de que quem apresenta a denuncia tem que apresentar as provas. Estamos cansados de ler tais sugestões no nosso “querido” Jornal de Angola, quando esses precisam escudar o chefe “nomeador” e “exonerador” de todos.  Tem alguém debaixo dos céus desse país (Angola) que teria condições de encontrar provas contra o Chefe do Executivo que não seja o próprio Ministério Público e os Promotores eleitos todos  por ele mesmo? O que pode parecer um absurdo ou um ato de ingratidão para antigos camaradas e companheiros de luta, acusar o amigo chefe e compadre de corrupto.

Assim, quando em Angola se acusa o Estado e o próprio governo por  estarem compostos por  gangs de corruptos que vivem se apadrinhando, não é necessariamente porque o acusado tem as provas na mão, mas porque o funcionamento e a própria estrutura do Estado Angolano facilitam a corrupção. O funcionamento está em que é um Estado e Governo que não tem tradição nem cultura em prestar contas a sociedade, já que seus membros e componentes têm a ilusão e visão falsa de que todo país, povo ou cidadão têm uma dívida imensa para com os “heróis da pátria” no qual são os que hoje estão no poder ( os chamados ex-combatentes). A  estrutura do estado angolano, além das instituições fracas e muitas delas inexistentes, é baseado  num Estado do compadrio, familialirismo,  e o chamado cabritismo tudo isso abençoado pela impossibilidade de existência de um Estado Democrático de Direito onde as leis e a própria Constituição são sempre violadas em benefício daqueles que estão no poder.

Nelo de Carvalho
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