quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um País de Gente Distraída e Promíscua Não Merece a Felicidade

Leila Lopes agora vai poder dizer o que quiser, mesmo depois de ter envergonhado os Angolanos lá no Jó Soares, vai poder até ser recepcionada pelas falsas mulheres, que ao longo desses anos disseram que representavam toda a mulher Angolana: a OMA. Afinal, Leila, ironicamente, tem um atributo que é o que mais interessa aos corruptos, as corrompidas e corruptoras , homens e mulheres, respectivamente: sua beleza. Esta pode estar acima de qualquer valor, mesmo daqueles valores que, noutros momentos, inspiraram grandes mulheres e a alma humana, na sua ambição de tornar o mundo e o país cada vez melhor. Será?



Estamos diante de uma situação engraçada e embaraçosa. Sabemos que Leila Lopes tem menos de vinte cinco anos de idade ( talvez um pouquinho mais), nasceu em Angola, mas na verdade vive na Inglaterra há muitos anos. Ela só tem Angola como o lugar de nascimento, desconhece de maneira inculta, e de machucar a alma dos nativos angolanos, coisas básicas sobre hábitos e valores da cultura angolana. Isso foi provada por ela mesma lá no Jó Soares e em várias entrevistas que a mesma andou dando, sem cuidado e o medo de cair em constrangimento, talvez acreditando que sua beleza pudesse a salvar dos mesmos.


Leila é a prova daquilo que dizem os cubanos, “mas vale um cidadão no degrau mais baixo da sociedade, sendo Comunista de verdade; do que alguém aplaudido por toda sociedade, de maneira duvidosa, sendo reacionário e, principalmente, inculto e atrasado”. Já sei que o Comunismo aqui para uns não vale como referência para nada, mas o caso Leila prova que nós angolanos somos cidadãos distraídos e promíscuos. E a OMA em particular deveria se questionar sobre detalhes que põe em causa o papel que essa organização deveria desempenhar na sociedade angolana. Mais precisamente, perguntar-se: se é com o dinheiro público, vindo do orçamento sem limite da Presidência da República, que deveriam se organizar as festas das misses. Já deu para notar que a inspiração que movem as mulheres da OMA, hoje em dia, estão longe daquilo que inspirou e movimentou Deolinda Rodrigues.


É dessa distração e promiscuidade que os corruptos em Angola, em nome do MPLA, e do que esse partido se propôs a construir e salvar em Angola, temos hoje o país que temos. Um país onde todos os seus problemas sérios são esquecidos em detrimento das festas e projetos bananais que têm caráter nacional, que em nenhuma latitude geográfica provam que aquilo seria tradução de desenvolvimento.

O CAN, a Copa Africana das Nações, foi promovido e executado na crença de valores promíscuos que nunca nos ajudam a diferenciar o que é importante e fundamental para o desenvolvimento do país. O CAN foi erguido à festa nacional e capitaneado pela sabedoria de quem está no poder, sem o espanto dos milhões dos distraídos que compõem esse povo e que não conseguem entender que o MPLA e o seu Presidente não são proprietários de nenhum poço de petróleo ou minas de diamantes nesse país. E que tudo que existe de riqueza e produzida na nação angolana é riqueza de todos os angolanos, assim, a mesma riqueza deve ser aplicada e usada de maneira racional, longe dos desperdícios.


Aquela distração e promiscuidade fizeram do angolano um cidadão de espírito decadente e com uma cultura em declive. É, na verdade, a podridão de um espírito que se agarra a fenômenos efêmeros. Os projetos de nação a que se agarram seus dirigentes se limitam ao que há de mais ridículo. E a estupidez tornou-se a coroação de toda uma nação que aplaude a delinqüentes e vândalos no poder. Mas hoje o destino, por força do que vem de fora, não menos estúpido, mudou sua referência de adoração: uma misses retrato da ignorância, tão bela quanto tudo que vomita, excrescência e imundice, que estaria muito bem em todos os sentidos, se nunca dissesse nenhuma palavra do país em que ela nasceu: a infeliz Angola! É triste. É uma dor que mata, fere e machuca, produzindo feridas, mesmo quando se está a distância.


Dizem que a OMA fará uma recepção a mesma. O que têm a OMA e os aproveitadores políticos, corruptos que estão no poder, a festejar com o tal evento? A beleza de Leila Lopes ou também a sua burrice, ou melhor, sua falta de cultura? Leila vive na diáspora. Em tese, ela é um produto da saga do angolano arrojado e abandonado, a qualquer sorte, que aprendeu a se virar na diáspora, mesmo sabendo que tem um país independente e um governo supostamente que deveria representar a todos os angolanos. Ela pode não saber e reconhecer isso, mas é, sim, a semente espiritual do emigrante angolano no seu desejo e esperança de vencer. E que venceu, mas que não precisa de alardes.

Outra tese, tão verossímil quanto à primeira, diria: Leia é a matéria prima vinda das regiões silvestre, geralmente tão disputadas, habitadas por povos bárbaros ainda dominados, totalmente, pela natureza; matéria que estes proporcionam às civilizações “alienígenas” mais avançadas. Matéria prima que deverá sofrer transformação em produto a ser comerciável acima do seu valor inicial. Mas descobre-se que mesmo trabalhado não vale tanto assim. Nada mais e nada menos em valor e uso, é como um espelho, que serve simplesmente para refletir a nossa profunda e eterna miséria. E nos surpreendemos, como homens que fazemos parte de uma civilização que não domina a tecnologia, diante de toda aquela maravilha. Acreditamos então que estamos bem, que vamos de bem para melhor, sem termos noção do preço ou do custo verdadeiro daquele intercâmbio.

Assim, descobrimos que vivemos na época do neocolonialismo, podemos aqui também chamar de neo dominação. E aqui nos perguntarmos: quanto verdadeiramente custa para uma sociedade moderna criar uma misses, tão bela quanto Leila? E ela é verdadeiramente um produto angolano? Ou estamos, como sempre, a sermos enganados?


Assim, é irônico pensar que o Governo angolano, e os corruptos que representam o Estado angolano, fizeram tudo por tudo para privar a diáspora do seu direito ao voto, agora estão preparados para tirarem proveito político do que eles menos merecem. A diáspora que ajudariam, por necessidade própria, a produzir sérias transformações no país. Foram os tempos em que pessoas como eu éramos contra o voto da diáspora. Agora não! Estamos convencidos que Angola precisa de transformações e essa grande mudança e transformação pode vir sim do exterior. Assim, como a geração dos combatentes e guerrilheiros que tornaram o país independente foram todos influenciados pelas forças vindas do exterior, não há porque negar hoje que Angola no conjunto das nações se alimenta da influência vinda do além, de suas fronteiras e mar.

Não importa o aproveitamento político que se tire de Leila, por sua ingenuidade, estupidez, burrice, beleza ou sorriso, ela é por excelência um fenômeno da diáspora e não das mulheres corruptas do Camarada Presidente que fazem parte do clã das mamã da OMA. Corrompidas e traídas pelos maridos, igualmente corruptos, polígamos e mentirosos; todas estas usadas para protagonizarem a suposta legitimidade que um corrupto só podia ter na terra de pessoas distraídas e promiscuas. Uma terra que até o diabo esqueceu. Não tanto pela miséria econômica, mas pela sua consciência social, o que é pior ainda. Foram elas que promoveram uma Tchizé dos Santos desconhecida à Deputada, são elas que vivem bajulando a família corrupta do Presidente da República; foi a OMA que saiu dizendo, no Jornal de Angola, que Coréon Dú era um gênio da música. E, finalmente, são elas também que vivem bajulando a mulher do Presidente nos seus serviços falsos de doações e caridades. Estão sempre lá para querem aparecer na foto, com aquela visibilidade de mulheres traídas e enganadas pelos maridos, que já vão pela terceira ou mesmo a quarta mulher; muitas delas fazendo o papel de amantes, as famosas gatunas de marido. Ah...que moral!?

Tudo isso num país que se gaba de tudo, mas no fundo só tem a oferecer miséria aos seus cidadãos. A propósito, já lá vão dez anos que Angola continua a crescer com media de oito por cento do PIB ao ano, mas continuamos na posição onde se encontram todos os miseráveis. “Sorte” que alguém que teve que fugir do país, deixar de aprender o quimbundo, o umbundo ou o quicongo, para se alimentar e respirar, comida e ambientes, respectivamente, de país longe daquela escala em que se encontra a nação dos mwangolé, pode regressar com gloria para tirar Angola no meio dos países desconhecidos, sem futuro e sem rumo.

Nelo de Carvalho
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