domingo, 2 de outubro de 2011

A Corrupção é o Símbolo do Regime de JES, e Não a Paz e a Estabilidade

O fim da obra de Agostinho Neto foi com a batalha do Kuito Kuanavale e a saída organizada e vitoriosa do exército cubano no território angolano. Depois disso veio a lei e o princípio do salvem-se quem puder, já que o Socialismo tinha se revelado um fracasso e uma utopia poética do intelectual Manguxi.


De lá para cá ficou mesmo escancarado o papel malandro e espertinho de quem está no poder. Este não só chutou o balde, mas aprendeu bem a lição extraída nas “casas noturnas da vida”, dos “bordeis”, que em vida de juventude forjam o espírito corrupto da classe reacionária e delinqüente a grau de generais que hoje governam o país.



O MPLA só precisava mesmo terminar a Guerra, mas antes disso, provar também que é o salvador da pátria ou salvador da vida de milhões de angolanos massacrados pelos terroristas Kwachas. Isso legitimaria não só os atos repugnáveis de corrupção aberta, “sem normas”, “sem regras e princípios”, mesmo entre bandidos da mesma “raça”, “tribos” e defendendo a mesma a idelogia. Mas também legitimar, o agora o que se descobriu, sua atitude raivosa e fascista. A doutrina violenta encoberta no slogam da Unidade Nacional e a salvação da Paz entre os angolanos: “ Não se reprimem manifestantes pacíficos em nome da PAZ”. E o ato que atenta contra esse teorema político só pode vir de uma instituição corrupta –liderada por alguém que insentiva aquela prática-, agora terrorista também, uma instituição confusa, que adota as práticas fascistas como uma maneira de se impor. Uma forma indiscutível de implantar o medo, o terror, o pânico e o pavor de quem diz que defende a paz e a estabilidade.



Aquela doutrina violenta de repressão está encoberta numa política mentirosa e estupida que diz defender a estabilidade política e sócio-economica. Quando se sabe que esta mesma estabilidade é cega diante do enrriquecimento ilícito de uma minoria de pessoas que sabem agora tirar proveito do regime delinqüente de José Eduardo dos Santos. Esse sim é o nome, a ser arquivado na história de Angola, que será tido como o sujeito que promoveu o maior processo de corrupção institucionalizado no hemisfério Ocidental.



A política em Angola evolui no que hoje podemos dizer que o regime de JES é contestável por todos, repugnante nas suas formas de aproximação com qualquer entidade, instituição, amigos e inimigos; descobriu-se que qualquer uma destas entidades, mesmo as famosas “multidões” de apoio, só correspondem aquele regime quando verdadeiramente existe submissão aos corruptos do regime e daquele poder. Nunca houve no poder um sujeito tão perdido como JES! Seu desamparo e alopragem, não é mais pela ínfima força de pressão que recebe das forças de oposição. Mas porque esgotou, tudo vindo do depósito de cinismo que nos habituou, a maneira como se deve governar com dignidade esse país e lealdade também. JES já não tem fonte de inspiração, que não seja assumir-se como um corrupto e um gestor incompetente que perdeu o pouco que tinha: a seriedade e a honestidade. A falta destas duas últimas e a sobra do que há de mais em corrupção devem fazer este odeiar o poder e renunciar a qualquer momento. Nunca se sentiu tanta pena e dó de um homem no poder!



Hoje o MPLA existe e sobrevive simplesmente com os seus símbolos, Agostinho Neto é um deles. Fora disso aquele partido transformou-se em paira para milhões de angolanos, até de quem se habitiou a conviver e apoiar o mesmo partido; sem contar que aquela organização política de bandeira rubro, negra e amarela; outro símbolo que ainda enaltece a nação e identifica a nação angolana, agora transformou-se, nada mais e nada menos, numa organização partidária de delinqüentes e malfeitores; que retratam os destinos infelizes de um povo; que não teve a sorte de evitar que a guerra protagonizada pelos homens de Jonas Savimbi pudesse ser substituída por outra grande maldade chamada de corrupção.



A corrupção não é menos prejudicial do que a guerra, idéia que o MPLA pretende transparecer e transmitir a toda opinião pública. Mesmo porque esta pode nos levar novamente a guerra. Assim, seus efeitos não têm porque serem vistos como um mal menor, ou o mal, simplesmente, de uma nação de gente atrasada que precisa aprender com o tempo. E em que este tempo é o tempo necessário que o MPLA e os corruptos encabeçados por José Eduardo dos Santos precisam governar.


A corrupção não é um mal a ser aceito como um mal dos africanos. Não é o povo que é corrupto, ao contrário, são os seus dirigentes em diferentes nações e sociedades africanas que são uns verdadeiros bárbaros que se deixam dominar pela natureza: os instintos da corrupção. E são estes que devem e têm que ser combatidos com os seus populismos de esquerdas de sabores anti-imperialistas, discursos bonitos, mas não levados à prática e que ajudaram a enganar milhões de pessoas. É claro que não estou aqui cedendo e dando passagem às burrices da direita mundo a fora.




O mal da corrupção não vem do povo nem nasce do seio deste. Ele é importado, e chegando a nós de maneira trabalhada e transfigurada para se adequar aos costumes do homem africano; que agora vê no capitalismo libertino e supostamente democrático o seu sonho de puder se exibir diante do mundo “civilizado”; como o nativo “bárbaro” que evolui e já nada tem a ver com aquele nativo que o colono e o escravocrata humilhava o mesmo em todas as suas formas e modos possíveis. Aquele homem que era discriminado até pelo que comia, pelo que vestia, pelo seu perfume, enfim, pelos seus jestos. Hoje faz do capitalismo um ambiente para se igualar aos seus antigos patrões coloniais ou amos escravistas. Só que o africano na sua trajetória desastrosa de evolução faz da corrupção a força condenável e execrável do seu crescimento civilizatório. JES e os seus primos-camaradas pertencem a esses grupos de nativos. E Savimbi, o temível terrorista, não estava muito longe disso. Entre um e outro? O de cujus e os herdeiros que deixou continuam dando legitimidade ao nosso herói corrupto, que agora quer se igualar ao guia imortal.


Só falta agora, o nosso delinqüente, conseguir. Não faltarão apoiadores, bajuladores, gente faminta, com os estômagos vazios, dependendo dos favores daquele regime corrupto: é o MPLA na apoteose da corrupção!


Nelo de Carvalho
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