domingo, 8 de janeiro de 2012

Tontices e Burrices Para Uma Bajulação Ineficiente

É difícil governar um país como Angola, por trinta e dois anos, e ter o bom nome na praça. Ingenuidade, tontice e é o cúmulo da presunção acreditar que o bom nome, na praça, de alguém se conservaria, depois de tantas guerras, diga-se, até, provocada de forma mafiosa e deliberada. Outra acusação que poderia emergir além da famigerada corrupção, que os homens no poder hoje já não sabem como se defender da mesma.



Depois de tantas arbitrariedades, desmandos, injustiças e o silêncio criminoso de um Governo e um Estado, que existe para proteger o que há de mais criminoso numa sociedade ( a corrupção), não há nome limpo na praça. E não há nome, que ainda tido como imaculado no passado, não tenha se borrado tanto, tornando-se imundo e repugnante, quando a própria “merda” produzida pela governação que aí está já se tenha lançado em direção a um ventilador, em que o vento “refrescante” que sopra, que só tem uma finalidade, desviar o fedor, a situação mal-cheirosa em que se meteram certos nomes, que a babaquice e a bufonaria, tentam esforçosamente, ainda, apresentar a nação, como “o bom nome”.



O Camarada Presidente José Eduardo dos Santos ( e os seus subordinados bufões) são extremamente inteligentes para concluírem que a podridão espalhada no seu reinado torna os inocentes em culpados que não poderão ser absolvidos nunca, nem daqui a mil anos. É bem possível que a corja dos corruptos, aí, morram no poder sem serem molestados por ninguém nunca. Mas não haverá justiça na fase da Terra que os poderá absolver. Aqui não! Só se for no inferno, ao lado de todos os criminosos que já passaram neste país.



Ele deveria saber, que a justiça aqui na Terra torna os cínicos em criminosos, e, moralmente, mesmo sendo de pouca importância, e já sem valias para a época em que vivemos, nenhum “comunista” transformado em burguês e aprendiz de capitalista será salvo no paraíso ou no inferno. Quanto mais ter o nome limpo na Terra.



Aí é querer de mais: ter nome limpo em Angola, quando se sabe que no resto do Planeta isso foi impossível. Não somos um povo tão atrasado assim, sem valores, bárbaros e descultuados. Mesmo depois que aquele sujeito que nós dirige ter proclamado a corrupção como um meio de sobrevivência para o funcionalismo público. Somos um povo com solução possível, diante de um sonho que consiste, simplesmente, em varrer a corrupção do seu seio. Começando pela própria instituição chamada de Presidente da República.



Alguém dúvida que o Presidente está sujo? Não precisa dormir com o mesmo. É só dizer que é Angolano para se sentir tão sujo quanto ele.


Já sei. Temos bajuladores à altura de limpá-lo. Aqueles vão continuar a convencer a nação e a fazer a propaganda devida de que o nosso vice “herói Nacional e Guia Imortal da Nação” é merecedor de um nome limpo e que pode continuar no poder até que um dia o Sol se apague.





É preciso dizer a esta gente que tanto o Sol quanto a opinião das pessoas, pública ou não, publicada em algum Jornal ou semanário, são bens públicos comum que devem ser respeitados tanto quanto os corruptos que estão no poder, que nada fazem para apurar as diferentes denúncias, que mesmo sendo palpites falsos ou não, deve merecer sim atenção do poder público. Afinal, o poder público não é José Eduardo dos Santos, Nandó ou famigerado General Kopelipa.


Vamos ser coerente e seguir a estratégia do MPLA e dos homens no poder. Já que não há “evidências nenhuma” se JES é um corrupto, por que não deixar em paz a Folha 8? Já que é assim que têm feito com todas as denúncias e queixas contra a corrupção. Por que, agora, não ignorar também o Semanário Folha 8?



Além disso, “o bom nome”, de quem quer que seja, não pode ser usado para encobrir o trabalho que um bom Jornalismo investigativo, mas inexistente, que deveria ajudar a desmistificar o poder secreto, quase sobre humano, herdado na era comunista, em que se fingia governar pelo bem do povo e da nação, deveria ser feito para desmascarar nos bastidores do poder a direção de onde sopra aquele vento fedido. Se vivemos numa democracia pluripartidária, por que aquele cargo, o do camarada presidente, continua a ser visto como o cargo ocupado pelo Lionel Bresnev da antiga União Soviética?


Um comunista corrupto, um fora da lei, transformado em burguês e um capitalista que fez do país a sua multinacional, não pode ter o nome limpo. Nem diante do Tio Patinhas!


Nelo de Carvalho
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