quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os Mais Difamados e Caluniados do Mundo


Essa é a desculpa de sempre, os elementos e personagens da nossa política nacional, entre eles, aqueles que se consideram privilegiados de possuírem  o poder conquistado, pós 11 de Novembro, sempre alegam calunias e difamações contra as possíveis reações da sociedade civil diante de seus atos ineficientes e incompetentes.

É uma censura cínica, sentirem-se caluniados e difamados, porque alguém, na imprensa, ou em algum lugar, revelou sua incompetência, ou melhor, a incompetência deles. A prolongação do período era só para exterminar a ambigüidade. E canalizar as ideias expostas nos meus últimos dois artigos.

E o cinismo vai além. Está na simulação de existência das forças de mercado que engolem as iniciativas de empreendedores  privados contestadores das ações do governo e  que tentam sobre-viver “os trancos”  do mercado. No qual, concorrer consiste em concorrer com o próprio Estado, um empreendedor na pele de um gigante, que não tem concorrente num mercado frágil, e que além de tudo faz da motivação política, com interesses pessoais, objeto para afundar quem se atreve contra os seus atos anti-sociais e anti-cidadãos. Aquele concorrente, o Estado, como se não bastasse, faz do patrimonialismo e do clientelismo ( o famoso cabritismo) o verdadeiro zumbi que age no mercado  angolano e que tem como objetivo estratégico provocar um desequilíbrio entre os concorrentes. Quem se alinha a sua política de corrupção, desmandos, bajulações, puxa-saquismo, mesmo que tudo isso seja o produto de uma sub-cultura e falta de iniciativa é aplaudido, por incrível que pareça.  Até mesmo como fenômeno nacional que deve sobreviver e até ser ajudado. Por um Estado que diz estar a estimular a iniciativa privada nacional e o surgimento de um empresariado forte, mas esta última classe, como pode ser provada, só é agraciada se ela apoiar e abençoar o ciclo vicioso da corrupção e  da prostituição governamental e estatal.

Vocês acham que eu sou um maluco dedicado a escrever texto nos meus tempos livres!? Não é só isso, todos os angolanos vivem rodeados de certas realidades e que não podem rejeitar. É bem possível, mas nada impede que a verdade embale a minha loucura. Exemplos que embalam estas verdades não faltam.

Numa manifestação de extrema ignorância, falta de cultura ( não pelo gênero musical) e de falta do que fazer, o desconhecido personagem do mundo da música, Coréon  Du,  teve um grande sucesso   entre os sabujos da corte. Mesmo antes que alguém escutasse algum ruído produzido pelo mesmo. A espécie canina que rodeia a mesma família saiu ladrando e “aplaudindo” sobre o êxito do “cantor” e  do príncipe encantado.

A propaganda feita pelo Ministério de Comunicação Social  e encabeçada pela representante da mesma pasta, Ministra do Governo e do Estado de Angola, é de invejar qualquer cantor super-estrela na Europa e nas Américas que movimenta com os seus shows imensos recursos financeiros e até bens materiais nas economias  de seus países, ou quem sabe até mesmo continentes.  Para essa turma de serviçais que fazem parte do escudo protetor que o Camarada Presidente merece receber, Coréon Du, já é o fenômeno musical do ano no país dos Angolanos.

Querem outro exemplo!? A mídia angolana está sendo forjada e “construída” com  blocos, pilares e paredes de nepotismo nunca visto em nenhuma nação do hemisfério ocidental. Só mesmo na era do Papa Nepotes e os seus sobrinhos é que isso acontecia. A Revista Cara, a angolana, a TPA2 e a nova TPA que agora será fundada, criada ou oferecida a Deputada Tchizé; assim como a TV Zimbo, o Jornal O País, são as provas daqueles blocos, pilares e paredes que dizem concorrer num mercado transparente onde só existem iniciativas e empreendedorismo  “sempre para as mesmas pessoas”. Enquanto isso, o Semanário Angolesse, que sim prestava inúmeros serviços a sociedade Angolana, com o seu Graça Campos convertido agora em despossuído e  um sem-jornal, levou “bassulas” e comeu areia.

Tudo isso é o resultado de uma censura de imprensa, que não encontra respaldos legais em nenhum sistema jurídico, mas que aparece como fenômeno vingativo das forças de mercado ( forças de mercado forjadas e dissimuladas pelo discursos de um regime corrupto e covarde)   e de uma suposta transparência que nunca existiu.

 O que precede a vingança é o suposto discurso de difamação e calunia que, geralmente, tem ares de ameaça contra todos aqueles que ousam levantar suas vocês contra um regime capitaneado por delinqüentes e corruptos.

Um discurso do malfeitor, pondo-se, sempre, na posição de vítima, do perseguido, do justo abençoado pelo escrutínio eleitoral sentenciado pelo povo. E, ainda, de quem arrebatou a primeira a e a última vitória de seus adversários políticos e militares.

O Povo não precisa ser enganado diante desses fatos, ele precisa encarar a verdade com a verdade: uma delas é que nada, mas nada mesmo, justifica a imensa corrupção!


Nelo de Carvalho

Um comentário:

Anônimo disse...

Estimado Nelo,

Qual seria a sua disponibilidade e interesse em participar num Jornal de Opinião sobre países lusófonos?
Atentamente,
Miguel Amaral.
pl.equipa@gmail.com