quinta-feira, 18 de março de 2010

O País Das Aranhas XLVI

Exonerar e “demitir” para acomodar


Não é de hoje que se concluiu que o MPLA e os seus dirigentes ou, simplesmente, os dirigentes desse partido fazem parte de uma tribo de pessoas arrogantes, prepotentes e infinitamente burros. Um bando de guerrilheiros que receberam um país nas mãos de um colono desgraçado, igualmente infelizes e subdesenvolvidos e até bárbaros com títulos de padres, comerciantes e soldados que viriam impor a lei ao nativo “bárbaro” e “primitivo”.

A prova de tais suspeitas está nas exonerações. Se no passado era só para acomodar os “vitoriosos guerrilheiros que deram as suas vidas em combate” para tornarem uma nação independente, hoje as exonerações espelham o retrato da falta de legitimidade de um presidente ou um sujeito que transformou o cargo de presidente, cargo público, em um cargo e função moribunda. Um cargo podre e doente que só serve para alimentar a toda sua família, amigos, parentes, o compadrio e quem senta na mesma cadeira. A degradação de tal cargo é total. Não soubemos se quando o mesmo sair daí sobrará prestígio, nesse cargo, para o sucessor.

O estado de imoralidade e desprestígio acompanha os atos dessa administração, que se transformou em um circo e círculo de palhaços. Uma seita onde a corrupção já é tida como um mal menor e nem se discuti, quanto mais se fingi que a mesma não existe. A corrupção desta vez escancarou e mostrou, além de arrogância, o seu lado machista no escuro submundo mafioso e covarde contra o melhor que existe na espécie humana: a mulher! Esse submundo mal educado, vingativo e misógino, e que mais uma vez mostrou até que é incompetente perante a mulher. E que não sabe enfrentar desafios.

O próprio Presidente da República, na sua ingenuidade, selou e assinou o seu ato de sujeito atordoado e perdido assim como de toda administração que dirige, num mundo (país) em que ninguém mais questiona e sanciona se as coisas estão certas ou não. Num mundo onde só os corruptos, do MPLA, têm tanta liberdade e poder para mandar, desmandar, fazer e desfazer. É duro vir aqui e chamar o presidente da república de incompetente, mas é deveras isso que retratam os últimos acontecimentos. Mesmo quando todos os adjetivos nesse texto podem caracterizar uma suposta falta de respeito ao mais alto mandatário da nação. Se for assim, a pergunta é: qual é o respeito que este tem para com os cidadãos? Quando manifesta explicitamente e na cara de todos que é machista, é arrogante, porque cedeu a arrogância de um sujeito que jamais deveria ocupar um cargo em governo algum.

Por que quê o presidente merece tanto respeito e consideração, quando ele não respeita ninguém!? Quando esvazia o seu poder, cargo e função, que é público, para ceder aos caprichos de um ex-guerrilherio, general ou quem quer que seja, porque tem medo de trabalhar com mulheres, ou até ser dirigido por elas. Digamos que o problema fosse simplesmente pessoal, então que demitisse os dois ou o mais incompetente deles ( ou simplesmente o estado não deveria imiscuir-se). A impossibilidade de agir de maneira correta e civilizada mostra, mais uma vez, que o estado angolano encabeçado por quem está aí, infelizmente, vive se realimentando da imundice que ele mesmo criou ao longo desses trinta anos de existência. O estado está caduco e viciado perdeu a referência do que é ser responsável, parece ser uma drag queem, aquele bailarino homossexual travestido de mulher, vítima de toda zombaria, é o nível mais degradante de um ser (humano). Aqui no caso é o esfacelamento de uma instituição que deveria ser séria, mas perdeu o respeito de todos.

Nesse texto o verbo demitir na verdade parece estar demais não é a prática da administração pública angolana. Demitir seus funcionários quando esses fazem parte daquele círculo, a velha guarda. O instrumento, a tubulação e a válvula a ser aberta e fechada para que toda a podridão reinicie seu ciclo, o fluxo interminável num circuito fechado, é mesmo o da exoneração.

Que sistema é esse que não usa um instrumento de demissão?

Nelo de Carvalho
Nelo6@msn.com
http://www.blogdonelodecarvalho.blogspot.com/

Um comentário:

Anônimo disse...

Nelo, neste artigo voc~e mostrou que tem aquilo no lugar. Basta de desmando em Angola. Zedú está se perder. SE Kundi pahama começar a reclamar e disser que quer voltar ao Ministério da Defesa, esse homem vai deixar. Agora todas as bolas passam. Tolerância 50.