terça-feira, 20 de abril de 2010

Viva o 14 de Abril

O dia passou, mas nesse país e em qualquer quer parte do mundo as grandes e renovadoras propostas sempre vêm das massas juvenis. São elas o combustível de qualquer processo revolucionário. E revolucionário aqui se entenda não é querer transparecermos como herói em cima de uma obra já realizada, por certo, por todos, com a participação de todo um povo ou nação.


Revolucionar coisas é também dar satisfação diferente a do cotidiano ao nosso modo de viver, sempre visto como coisa medíocre pelos outros, porque vivemos num país tido como o mais corrupto do mundo, onde seus dirigentes têm se revelado e surpreendido a todos pelos seus atos de incompetência. Revolucionar aqui é ir, precisamente, contra essa corrente da mediocridade, essa corrente que embalou os corruptos e tem acomodado os mesmos, dando a entender as novas gerações de que a obra deles é por “predileção” insuperável.

Revolucionar é ter coragem de negar tudo que está aí, sem que nenhum dos nossos questionamento sejam satisfeito. Tudo que está aí é: corrupção, religião, consumismo desequilibrado e doentio e os valores burgueses de sobrevivência que envolvem tudo aquilo em detrimento do social ou da nação inteira.

Revolucionar, hoje, mais do que nunca, se quisermos deixar de ser visto daquela maneira exposta ( a mediocridade), é fazer cumprir as leis. É ela que evita qual quer tipo de submissão, bajulação e a vida de vitalício que uns até hoje levam por aí, mesmo quando existem imensas dúvidas da obra deles diante desse povo.

Revolucionar é dar um basta a essa vaidade, tipicamente angolana, que se tornou coisa endêmica, tão endêmica quanto às doenças que matam o nosso povo, porque os vaidosos usam precisamente essa condição miserável para se darem bem depois de tantas promessas feitas, promessas proporcionalmente incumpridas com a quantidade estabelecida.

Nada é insuperável nesse país que não seja o seu próprio povo, a sua tradição, a sua cultura, os seus desejos, ansiedade e sonhos; nem os heróis de 4 de Fevereiro, nem os declaradores da nossa independência, os heróis da batalha de Kuito Kuanavale; nada é insuperável enquanto existir um sonho nesse país. E o grande sonho hoje é o combate à corrupção e educar esse povo.

E, ainda, assustar os acomodados, pondo precisamente o Povo e a Nação inteira contra os corruptos. Façamos disso um sonho também daqueles que souberam protagonizar o 14 de Abril.

Nelo de Carvalho
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nelo6@msn.com

Um comentário:

RENATOGOMESPEREIRA disse...

Karipande ou caripande foi uma prisão...antes e depois da dipanda...